Hoje escrevo-te. Hoje quero-te. Hoje amo-te. E hoje estou à espera...
Não sei quem és. Não sei como és. Não sei se já te conheci. Não sei se ainda não te conheci. Mas sei que és tu. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de te pôr no meu caminho. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de me pôr no teu caminho.
Apeteceu-me escrever-te. Apeteceu-me fazer esta pequena declaração de amor. Porquê não sei...
Um dia vou te amar com todas as forças do meu ser. Um dia vais me amar com todas as forças do teu ser. Um dia eu e tu seremos nós. Um dia a minha metade estará completa. Um dia a tua metade estará completa. Um dia seremos um só.
Eu espero por ti. Tu esperas por mim. Ambos esperamos. O tempo passa. Mas o tempo será importante neste momento? Não. O tempo irá encarregar-se de nos juntar, nem mais um segundo nem menos um segundo. Será o tempo suficiente. O tempo não importa. Ele estará lá sempre para nós. O que importa sou eu e tu.
Um dia estarei enroscada e aninhada a ti. Com um computador à frente estaremos a ler estas linhas. Se calhar já leste uma vez, se calhar até muitas, e até se calhar nunca leste. Mas estaremos a ler isto juntos. E hoje é para ti. Não quero falar com verbos do futuro. Quero falar no presente. Pois é esse presente que importa. O passado, o futuro deixarão de existir. Apenas existe hoje, agora, este minuto, este segundo.
Eu e tu, nós. Uma equação perfeita, uma equação única, a nossa equação e de mais ninguém. Duas variáveis que se igualam a uma. Duas variáveis incompletas que formam uma completa.
E os anos irão passar, e o futuro e o passado não irão interessar. Para nós será sempre hoje que importa. Nasci para te encontrar, vivi a sonhar contigo, um dia irei encontrar-te, e um dia morrerei contigo. Seremos dois velhotes como na fotografia numa praia qualquer a olhar o mar. E nesse momento apenas existirá paz, amor, sonho, uma vida vivida, uma equação incompleta que se tornou completa.
Um dia meu amor, meu sonho, um dia seremos nós. Um dia...
2005