quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Tanto tempo passou...

Desde agosto que não escrevo. O que é muito estranho para mim pois a escrita sempre foi uma terapia para mim. Estes meses todos e nem uma linha. Estranho, muito estranho. Mas hoje deu-me para escrever. Quero lembrar de tudo o que passou desde agosto.

Em agosto foi mais uma vez um desgosto. Mais uma vez tirei os pés do chão e mais uma vez magoei-me. Mas desta vez decidi que fossem as minhas regras. Desta vez decidi que quem terminava era eu. Andei a bater mal nas semanas seguintes. Não conseguia compreender o porquê de tudo. Mais valia ter-me deixado sossegada. Não sei porque não me deixou sossegada e durante semanas pensei nisso. Mas o tempo passou...

Em setembro comecei a trabalhar. Um mundo novo, uma rotina diferente. Uma loucura no início mas que durou até hoje. Conheci pessoas especiais que tenho a certeza que vão ficar amigas. Ambiente de trabalho espectacular. Tive sorte, tive tanta sorte nisto. Claro que a boss deve ser bipolar e houve dias que não foram fáceis.

Os meses passaram. E ainda faltava qualquer coisa. Comecei a andar, a fazer caminhadas. E descobri que chegar à Torre de Belém fazia-me um bem enorme. Sentia-me renascida e ressaco disso agora. Sexta vou andar, dê lá por onde der. Quem diria que eu ia andar 10 km assim sem mais nem menos. Mais uma forma de terapia para mim.

Parece que preciso sempre de andar em terapia mas não preciso. São momentos que encontro só para mim. Eu e os meus pensamentos. Preciso disso. Para pôr a cabeça no lugar. Para deixar que os sonhos invadam novamente. Ainda não perdi a esperança...

Os meses passaram em Lisboa, continuava a sentir-me uma emigrante em Lisboa. Lentamente a rotina vai-se instalando. Os jantares a meio da semana vão ajudando. Ainda ontem tive jantar de Natal do grupo do liceu. Incrível como passam quase 20 anos e parece que o tempo não passa assim tanto. Soube tão bem, saber que a meio da semana posso ir ao cabeleireiro, posso ir jantar fora com amigas de longa data. Cada vez sinto-me menos emigrante em Lisboa. Começo a habituar-me a isto. Apesar de ter havido um mês que me refugiei em casa, que não queria ver ninguém ao fim-de-semana. Que queria apenas esquecer o mundo lá fora e refugiar-me na minha bolha. Claro que sempre que faço isto quase que dou em louca. Antigamente estava a 300km de distância. Hoje não tenho essa desculpa.

Sem comentários:

Enviar um comentário