Há mais de um mês que não tenho uma noite descansada. Os pesadelos são vários e acordo atormentada. Vou trabalhar com o coração pequenino, o cansaço está a acumular e o medo que a noite chegue é cada vez maior. Talvez seja o reflexo dos meus fantasmas. Talvez esteja a ganhar novos fantasmas. Talvez sejam inseguranças. Talvez seja medo do futuro. Os cenários são vários mas os sentimentos sempre os mesmos. Preciso de paz e de descanso. Espero que as férias cheguem e me tragam uma noite sem sonhos, sem tormentos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Há palavras...
... que nunca deveriam vir juntas.
... que nunca sequer deveriam aparecer.
... que juntas fazem a vida num inferno.
... que juntas tornam o coração do tamanho da cabeça de um alfinete.
... que deveriam ser banidas do dicionário.
... que deveriam ficar ocultas da vida.
... que só o nome assusta.
... que não trazem nada de bom.
... que eu não queria lidar com elas.
... que eu não queria que existissem.
... que eu nunca pensei que pudesse afetar a minha família.
Há palavras que fazem vontade de chorar só de as pronunciar.
Há palavras que aparecem na nossa família e nós colocamos tudo em causa.
Há palavras e palavras e estas duas já são más sozinhas, juntas então é surreal.
A mãe da minha mãe e a minha mãe... Como isto custa escrever! Daria tudo para ficar com essas duas palavras e livrar as pessoas do sofrimento que estão a passar.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
A falta que um abraço faz..
Sérgio Godinho: Canção dos abraços
Amanhã tanta coisa pode mudar. Amanhã não é um dia normal e nunca será. A esperança está toda concentrada neste momento numa pessoa. Foram dois meses angustiantes e essa angústia nunca passou. A impotência de viver longe é mais que muita. Todos os cenários são colocados, por mais pensamentos positivos que a pessoa tenha há sempre o lado negro das coisas que a pessoa nem sequer quer imaginar.
Nestas últimas semanas tenho pensado muito sobre a importância de um abraço. Engraçado como a mente divaga e se questiona sobre coisas tão simples às vezes. Mas engane-se aquele que ache que um abraço não tem importância nenhuma. Às vezes faz toda a diferença. Já cheguei a desesperar por um abraço. Engraçado como isto soa tão estranho neste momento, pode-se dizer que me conformei com a situação pois abraço ainda não tive e não estou desesperada.
Viver longe é assim. Quando as coisas estão bem são simplesmente as saudades que temos. Mas quando as coisas estão mal as saudades passam para segundo plano e a necessidade uns dos outros torna-se gigante. A necessidade do contacto visual, a necessidade do contacto físico. A necessidade de um abraço. Pelos telefonemas é fácil perceber que o meu pai precisa desesperadamente de um abraço meu. É fácil perceber que os meus irmãos sentem-se perdidos sem eu lá estar. Não sou a super mulher mas sou um pilar na minha família.
A família é como uma casa, com pilares, paredes e janelas. As janelas precisam das paredes e as paredes precisam dos pilares. Basta faltar um pilar e a casa ainda se mantém ainda que muito coxa. Mas quando começa a faltar dois pilares a coisa já complica. O meu avô era um desses pilares. Esse pilar tornou-se pilar de outra forma. Onde quer que esteja sei que está a fazer de tudo para que a normalidade volte a esta família. O meu avô tinha dois filhos de sangue e uma filha de coração e sei que neste momento está a fazer de tudo para salvar a sua filha de coração. Eu sei que sim, eu acredito que sim.
E de repente talvez este tenha sido o texto mais longo que escrevi neste blog. Não se levanta o véu porque as coisas que acontecem são para estarem entre família. Há nomes que se tornam difíceis de dizer, de pronunciar. Há nomes que existiam no nosso vocabulário mas que não faziam parte de nós.
A palavra abraço tem tanta explicação, tem tanta coisa intrínseca. Tem tanto para dizer e para contar, tem tanto para sentir e dar. Que nunca nos falte a esperança de dias melhores e que nunca nos falte abraços...
domingo, 26 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Há muito que não escrevo...
O verão passou, foi calmo e tranquilo. Senti-me bem e feliz. Senti-me em paz. Depois de tempestades vêm sempre as calmarias. Mas no meu caso também se aplica que a seguir a calmarias vêm sempre tempestades...
Ainda estou em estado de choque, ainda não consigo aceitar. Ainda não consigo falar sobre o assunto sem que a voz me trema e as lágrimas não apareçam nos olhos.
Acho revoltante e de uma tremenda injustiça isto tudo. Sei que tenho que ultrapassar, sei que tenho que dar a volta por cima não por mim mas neste momento quero o meu casulo, quero a minha solidão, não quero que me perguntem como estou.
Quero ficar aqui com os meus fantasmas...
terça-feira, 22 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Li e chorei...
"Ontem visitei uma praia antiga que me deram há três anos. Recebi nesse dia uma praia como presente, e protegi-a como se tudo ali estivesse, e tinha razão, estava tudo ali, não é uma reflexão de agora, aquela praia és tu, e de tempos em tempos lá a visito nos dias em que não lá estás..."
(... muito. Encontrei quando fui à procura...)
quarta-feira, 2 de julho de 2014
E depois de uma semana...
... o coração está cheio!
... a missão está cumprida!
... os elogios surgiram em catadupa que não estava à espera!
... os mimos chegaram!
e resumindo tudo isto e muito mais...
... estou feliz e tenho a melhor profissão do mundo!
(já nem me lembro a última vez que escrevi isto...)
... a missão está cumprida!
... os elogios surgiram em catadupa que não estava à espera!
... os mimos chegaram!
e resumindo tudo isto e muito mais...
... estou feliz e tenho a melhor profissão do mundo!
(já nem me lembro a última vez que escrevi isto...)
terça-feira, 24 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
E assim passa num instante...
Incrível como o tempo passa a voar...
Ainda ontem começava um ano letivo e preocupava-me se tudo correria bem. Ainda ontem pensava na semana fatídica de junho e em como tudo acabaria...
E de repente passa um ano, de repente estou a chegar à última semana, de repente estou no meio da loucura que só penso é em dormir...
Se voltasse a um ano atrás e visse a minha vida agora sorriria a pensar na sorte que tenho. A vida é feita de pequenos nadas, de pequenos momentos, de conquistas...
Conquistei tanto este último ano. Foi preciso pôr-me à prova tantas vezes. Tenho uma casa de sonho, fiz a viagem que quis. Tive a turma que queria. A minha vida estabilizou.
Sou uma pessoa cheia de sorte e ter a consciência disso já é um grande feito.
domingo, 15 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Hoje precisava de mimos...
Foi uma semana gigante. Ainda hoje é quarta e parece que é um misto de sexta com segunda. Foram os exames finais e correram bem. Mas chegar a casa sozinha, preparar o jantar (à base de pizza e coisas congeladas) e esticar as pernas no sofá e sem mimos foi difícil. São estes dias que nos fazem crescer, são estes dias que aguentamo-nos a nós próprios...
Mas hoje apetecia-me ter alguém cá em casa com quem conversar, com quem partilhar este cansaço. Alguém que me mimasse fazendo o jantar...
Hoje gostava de ter mimos, não por estar triste mas por estar cansada e saber a importância de que às vezes um pequeno gesto basta... Serve para aprender...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Escolha
Às vezes a vida põe-nos à frente dois caminhos e temos que escolher...
Sinto-me nessa encruzilhada mas já sabendo a resposta...
Sinto-me nessa encruzilhada mas já sabendo a resposta...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Because...
Porque o medo de ter novas cicatrizes é gigante...
Porque o medo de voltar a cair é enorme...
Porque as noites lavada em lágrimas poderão voltar...
Porque poderá não lutar por mim...
Porque sou de tal maneira complexa que o mais fácil será desistir...
Porque a minha vida é sempre uma montanha russa...
Porque nunca tive um ano normal na minha vida...
Porque a mudança não me assusta mas se houver consequências será muito difícil de recuperar...
Porque será que valerá a pena passar por tudo novamente?
Porque será mais fácil ficar aqui no meu canto sossegada?
Porque será que daqui a 10 anos não estarei feliz mas estarei conformada?
Porque se continuar com isto tudo não terei vivido...
domingo, 4 de maio de 2014
O mundo dá tanta volta...
São as pequenas coisas que levamos nesta vida... Estou desde as 7 da tarde na minha varanda, são quase 3 da manhã! Vou dormir mas há pequenas coisas especiais. Por um lado adoro estes dias improváveis mas por outro desejava de ter estas noites com outras pessoas! Não se pode ter tudo e eu já tenho muito...
Que voltas que o mundo irá dar por mim?
Por vezes há perguntas às quais não sei responder...
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Não dá para fazer diário... E o tempo não passa...
Impossível fazer um diário quando ando numa correria entre o norte e o sul. Mas aproveitei em grande estes dias! Foram muito bons, deu para matar muitas saudades e estar com toda a gente com tempo de qualidade. Foram muitas as esplanadas e muitas as jantaradas. Não me importava nada de continuar assim, com esta boa vida...
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Dia 2, 3, 4, 5...
Ver os amigos todos, dormir tarde, acordar cedo... Sem descansar...
De volta para amanhã trabalhar e com a sensação que devia ter mais uma semana de férias... Mas venho de alma cheia...
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Dia 1
Decidi fazer uma espécie de diário este ano... Vamos ver como corre!
Deixei de fumar! Vamos lá a ver se me aguento! Há momentos que me custam horrores!
Coisas estranhas se passam na minha vida como sempre!
Deixei de fumar! Vamos lá a ver se me aguento! Há momentos que me custam horrores!
Coisas estranhas se passam na minha vida como sempre!
terça-feira, 8 de abril de 2014
33 anos
Há um ano começou este blog. Há 365 dias começava este meu canto sem saber sobre o futuro, sem ter planos. Há um ano estava separada e o mundo parecia demasiado cruel. Um ano depois houve coisas que mudaram...
Encontrei a minha paz e o meu equilíbrio. Sei exactamente aquilo que quero e que não quero! Sei as lutas que tive e aquilo que conquistei. Os 32 anos não foram os melhores da minha vida, mas foi um ano de aprendizagem sobre mim mesma, de lutas interiores, de muitas lágrimas.
Tenho a certeza absoluta que os 32 anos foram uma grande etapa na minha vida e que estes 33 anos serão em grande! So let the party begin...
domingo, 30 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Coisas bonitas...
Finalmente estou sentada na minha varanda a apanhar sol e a ver o mar... Está um bocadinho de vento mas sabe tão bem... Estou a renovar energias... Minis tenho, só não tenho é tremoços...
sexta-feira, 14 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Vocês são implacáveis...
... e vocês conhecem-me tão bem!
E gosto tanto de vocês que nem imaginam!
Obrigada por fazerem parte da minha vida!
Obrigada por estarem sempre aí!
Obrigada por serem quem são!
Obrigada por todos os anos de amizade!
Obrigada por estarem na minha vida para sempre!
Vocês são especiais e sempre serão e eu adoro-vos por isso!
segunda-feira, 10 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
A vida tem uma ironia extraordinária...
Há um mês, aliás menos, escrevi aqui era altura de voltar a apaixonar-me. Estou longe, estou mesmo muito longe disso. Mas foi uma decisão depois de muitas lágrimas e muitas noites em claro. Decidi que tinha chegado a altura. E a vida tem esta ironia extraordinária que é de repente começar a dar sinais daquilo que queríamos. É de repente começar a ter acontecimentos inexplicáveis na vida. Não são aqueles grandalhões mas são pequenas coisas como sempre...
A vida tem uma ironia extraordinária... E tomar consciência disso já foi o grande passo que entendi deste último ano...
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Havia um tempo que eu não queria mensagens...
Havia um tempo em que eu não queria que o telefone tocasse e ele não tocou...
Havia um tempo em que era me indiferente se o telefone tocava ou não e nem ligava... E ele tão depressa tocava como não mas era sempre publicidade....
Há um tempo que eu quero uma mensagem e o telefone de repente começa a tocar com outras completamente inesperadas...
Só posso dizer que pelos vistos a vida dá-nos aquilo que queremos mas não na forma como queremos...
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Say something...
A Great Big World & Christina Aguilera: Say something
Faz-me sorrir e isso é bom!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
It's time to fall in love...
Josh Groban: When you say you love me
Depois de 2 semanas de perceber que o meu coração estava em bocadinhos, depois de os ter apanhado a todos, um a um com uma paciência de santa e de me escorrerem lágrimas durante dias a fio, chegou mesmo a altura de me apaixonar novamente... Acho que mereço, acho que chegou a altura... Ainda não sei quem vai ser e nem o que vai acontecer mas chegou a altura de abrir o coração...
Já passou demasiado tempo e seria um desperdício ficar sozinha...
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Hoje é noite...
Rachel Portman: We had today
... de beber uma garrafa de vinho.
... de falar com as fadas e pedir ajuda.
... de chorar de tristeza.
... de chorar de raiva.
... de pensar no tempo que já perdi com estas muralhas bem altas.
... de sonhar com um futuro melhor.
... de desesperar pelo tempo a passar e nada mudar.
... de arrumar isto tudo mais uma vez na gaveta e seguir em frente...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Tem sido assim há 15 dias...
Preciso de um fim-de-semana de clausura absoluta... Ver filmes, chorar em todos eles, comer porcarias e dormir mais de 12 horas por dia... Só espero que o sol volte depressa pois estou a precisar dele...
Aquele vídeo da Vera perturbou-me muito... Nunca mais passa esta raio de dor...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Fechada e triste
Foi assim que de repente alguém que não me conhecia, ou pelo menos não me via há mais de 10 anos resumiu os meus últimos dois anos. Deixou-me a pensar... Fiz de tanto para estar bem e fiz de tudo para estar aberta mas duas palavras deixaram-me sem resposta e sem chão...
Nem que eu lute contra mim todos os dias mas as coisas vão mudar...
domingo, 19 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
What defines you?
Esta semana vi um vídeo bastante perturbador com a mulher mais magra do mundo. Perturbador não no sentido que ela me faz impressão (faz e isso é normal porque é primeiro impacto quando se vê alguém assim) mas no sentido do que ela disse... Esta frase ficou na cabeça desde então e tenho pensado nisso também...
O que me define? Não são as pessoas que tenho à volta.
Quando era adolescente sim, queria estar na moda, vestia-me igual a toda a gente e a opinião contava muito. Mas cheguei aos 18 anos e dei o grito do Ipiranga como se costuma dizer. Não me tornei rebelde, simplesmente comecei a vestir o que me apetecia. Não fui gótica, nem atravessei nenhuma idade má ou qualquer coisa que queria esquecer. Simplesmente deixei de ser igual, de parecer que saí da mesma fornalha. Depois viria a sentir isso em relação aos amigos, já não me encaixava e por isso fui lentamente sendo posta de parte. Mas já tinha dado o grito e portanto não me custou nada essa fase. Ficaram os que valeram a pena...
O que me define? Não são as opiniões que tenho à volta.
Sempre quis tirar Biologia e sempre foi um sonho. "Vais para o desemprego ou dar aulas" foi o que ouvi durante anos e mesmo assim segui esse sonho. E de repente aos 25 anos decidi mudar radicalmente de vida e tornar-me professora de 1º ciclo. Depois foram as bocas "Tomas conta de crianças! Curso para quem não sabe o que há-de fazer!". Não, esta profissão ou se tem paixão ou é impossível sobreviver um dia inteiro com crianças. E tenho a melhor profissão o mundo.
O que me define? Não é a sociedade conservadora que ainda vivemos.
Divorciei-me ao fim de 2 anos de casamento e 5 anos de namoro. E quem não me conhece não pode opinar sobre o assunto porque não sabe o que sofri. As pessoas mais conservadoras da minha família ao fim de 1 ano de casamento disseram para eu dar um chuto mas ainda tentei salvar.
O que me define então? Sou eu e mais ninguém. São os meus sonhos, as minhas aspirações. As perspectivas neste momento não são muito grandes e a luta diária continua para chegar a alguma conclusão do que posso fazer para mudar. Mas sou eu que me defino, são as pessoas que escolho ter na minha vida que deixo que me definam. São as coisas que conquistei até agora, são as coisas que ainda vou conquistar. Sou eu e mais ninguém.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
À minha metade
Hoje escrevo-te. Hoje quero-te. Hoje amo-te. E hoje estou à espera...
Não sei quem és. Não sei como és. Não sei se já te conheci. Não sei se ainda não te conheci. Mas sei que és tu. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de te pôr no meu caminho. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de me pôr no teu caminho.
Apeteceu-me escrever-te. Apeteceu-me fazer esta pequena declaração de amor. Porquê não sei...
Um dia vou te amar com todas as forças do meu ser. Um dia vais me amar com todas as forças do teu ser. Um dia eu e tu seremos nós. Um dia a minha metade estará completa. Um dia a tua metade estará completa. Um dia seremos um só.
Eu espero por ti. Tu esperas por mim. Ambos esperamos. O tempo passa. Mas o tempo será importante neste momento? Não. O tempo irá encarregar-se de nos juntar, nem mais um segundo nem menos um segundo. Será o tempo suficiente. O tempo não importa. Ele estará lá sempre para nós. O que importa sou eu e tu.
Um dia estarei enroscada e aninhada a ti. Com um computador à frente estaremos a ler estas linhas. Se calhar já leste uma vez, se calhar até muitas, e até se calhar nunca leste. Mas estaremos a ler isto juntos. E hoje é para ti. Não quero falar com verbos do futuro. Quero falar no presente. Pois é esse presente que importa. O passado, o futuro deixarão de existir. Apenas existe hoje, agora, este minuto, este segundo.
Eu e tu, nós. Uma equação perfeita, uma equação única, a nossa equação e de mais ninguém. Duas variáveis que se igualam a uma. Duas variáveis incompletas que formam uma completa.
E os anos irão passar, e o futuro e o passado não irão interessar. Para nós será sempre hoje que importa. Nasci para te encontrar, vivi a sonhar contigo, um dia irei encontrar-te, e um dia morrerei contigo. Seremos dois velhotes como na fotografia numa praia qualquer a olhar o mar. E nesse momento apenas existirá paz, amor, sonho, uma vida vivida, uma equação incompleta que se tornou completa.
Um dia meu amor, meu sonho, um dia seremos nós. Um dia...
2005
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Destino, Acaso ou Coincidência
Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril. E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades. Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia.
Haruki Murakami, in "Em Busca do Carneiro Selvagem"
Belo sábado que foi...
Um dia fará mesmo sentido, só espero que o faça...
De novo desatei a rir perante a confusão da minha vida, de novo tentei sorrir por entre as lágrimas que me escorriam que nem cataratas! Tudo acontece por uma razão mas ainda sofro tanto, ainda choro tanto... O tempo cura tudo mas está difícil de curar...
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013
Hoje acaba um dos piores anos da minha vida. Hoje começa um dos melhores anos da minha vida, pelo menos assim espero...
Normalmente as pessoas gostam muito de fazer resoluções de ano novo. O que esperam para o ano novo, o que querem fazer, objetivos, sonhos e expectativas. Nunca gostei de fazer isso, nunca quis colocar demasiadas expectativas no futuro. As poucas vezes que fiz isso a desilusão foi grande.
Para 2014 não faço nenhuma lista, a vida muda de um dia para o outro. O que hoje achava certo amanhã será errado e portanto prefiro ser surpreendida...
Sei o que conquistei em 2013, sei o que sofri em 2013 e sei o que cresci neste ano. Sei exactamente aquilo que quero e não quero para a minha vida.
Que comece um dos melhores anos da minha vida cheio de surpresas boas...
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Elogio ao amor
"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
O meu subconsciente assusta-me...
Todas as pessoas têm sonhos, uns bons e outros maus...
Mas depois existem aqueles sonhos que aparecem e que nos deixam aterrados, que acordamos com um nó no estômago de tão reais que foram. Os sentimentos estão lá todos, sejam eles bons ou maus. Acordamos perdidos sem saber se aconteceu ou se foi mesmo um sonho. Acordamos a pensar "e se tornar realidade?". São aqueles sonhos que a pessoa prefere esquecer mas que eles temem em não largar o nosso pensamento.
Esta noite foi assim... O meu subconsciente decidiu mandar-me um sonho de tal maneira agustiante que acordei e não voltei a dormir mais. Acabava bem o sonho mas a história em si era de tal maneira surreal e absurda que eu pensei que o meu subconsciente estava a gozar comigo.
Enfim, o meu subconsciente quando me manda sonhos assim assusta-me...
sábado, 16 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Há músicas assim...
Ryuichi Sakamoto: Merry Christmas Mr. Lawrence
...que fazem com que a pessoa queira estar apaixonada quando está a sofrer...
Porca miseria!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Fadinhas...
A última vez que falei com elas talvez foi em Florença. Nessa altura os sonhos eram outros, as expectativas eram diferentes... Ainda não percebi se elas acertam ou não. Até agora sim mas há tantas contradições depois! É tudo uma questão de interpretação...
Hoje vou voltar a falar com elas e ver o que me espera... Estou a precisar!
Existem sempre aqueles momentos que temos duas escolhas...
- Ou nos enterramos no sofá com porcarias, ver filmes que nos põem a chorar pela bip de vida que temos e ficamos ainda mais depressivos do que quando acordámos...
- Ou saímos porta fora sem destino munidos de música, livro e duas pernas. Paramos quando achamos e reencontramos o nosso sorriso.
Das duas prefiro a segunda mas às vezes é difícil de o fazer.
Hoje acordei num daqueles dias depressivos, chateada com a minha vida, senti falta de uma pessoa ao meu lado para conversar, nada de telefonemas ou mensagens. Nada disso, uma pessoa à minha frente em carne e osso para poder olhar e tocar. Hoje previa-se ser um dia muito difícil para mim. Mas saí porta fora já quase no pôr-do-sol, andei em batalha até então se saía ou não. Mas saí... Fui andar e andei...
Andei durante 40 minutos. Recuperei a minha cabeça levantada quando passei pela Câmara de Gaia, recuperei o meu sorriso quando senti o frio na ponte D. Luís, recuperei a minha paz quando me sentei num café e pedi um chocolate quente e abri o livro para ler. Voltei para casa feliz por ter feito isso. Comprei uma pizza e uma garrafa de vinho. Bebi um copo e brindei a mim, pois tenho que ser a primeira a brindar a mim mesma.
Hoje senti muito a falta de alguém com quem conversar. Hoje os fantasmas apareceram-me todos mas consegui arrumá-los. E agora escrevo isto descansada com a vida e com a certeza que amanhã é um novo dia e que o tempo há-de curar tudo de vez...
domingo, 27 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Não tenho paciência...
... para a pergunta "então e amigos coloridos?"
Será que a pessoa fica divorciada e tem logo que arranjar um amigo colorido? Será que é só quando arranjar um amigo colorido que vão deixar de perguntar "estás mesmo bem?" Será que o meu ego só estará bem quando arranjar alguém que o alimente?
... Paaahhhh!!! Estou muito bem e recomenda-se! O meu ego está muito bem sem precisar de ninguém para o alimentar. Eu estou muito bem sem precisar de amigos coloridos! Eu só quero é sossego e paz e neste momento não tenho paciência para esse tipo de coisas. Nem neste momento e nem nunca até agora.
Deixem-me sossegada e sem perguntas que considero ridículas!
domingo, 13 de outubro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ouvi isto no carro na Marginal com Lisboa ao fundo... Aos anos que não ouvia...
Gianna Nannini: Meravigliosa Creatura
sábado, 10 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Ora...
Beijar definitivamente...
Amar sempre...
Brigar não quero...
Sorrir ando sempre...
Sentir já sinto...
Gritar tem momentos do dia...
Chorar nem pensar...
Fazer amigos são sempre bem-vindos...
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Acho que vou ser eternamente romântica
Ennio Morricone: Love Affair
(mesmo que não volte a viver um grande amor! :-( )
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Desafio...
Hoje decidi encomendar dois quadros para a minha casa nova...
Será que ela aceita o desafio? Vão ficar giros de certeza!
Será que ela aceita o desafio? Vão ficar giros de certeza!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Mar sonoro, Mar sem fim
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho,
Seres um milagre criado só para mim.
(Este poema continua a dizer-me tanto e continua a ser o mais bonito de todos...)
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho,
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Este poema continua a dizer-me tanto e continua a ser o mais bonito de todos...)
Há dias...
Há dias que nos trazem demasiadas memórias.
Há aqueles dias que gostaríamos de apagar do mapa. Não por trazer más recordações mas muito pelo contrário. Há aqueles dias que fomos verdadeiramente felizes e que no ano seguinte já não somos e nem sequer queremos lembrar...
Há 2 anos neste dia eu fui verdadeiramente feliz e hoje já não o sou...
Hoje são outras memórias que me preenchem. Hoje são outros sentimentos que trago. Hoje são outras preocupações que tenho. Foi apenas há 2 anos mas parece que foi uma década atrás. O tempo é muito relativo...
Hoje comia o maior gelatto possível em Florença e isso bastaria para me fazer feliz...
Sendo assim, vou beber um copo de vinho e brindar à minha coragem e à minha força.
Hoje há 2 anos atrás vivia o melhor dia da minha vida e mal sabia que não voltaria a ser feliz como nesse dia...
(E hoje também recebi o IRS)










































