terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013

Hoje acaba um dos piores anos da minha vida. Hoje começa um dos melhores anos da minha vida, pelo menos assim espero...

Normalmente as pessoas gostam muito de fazer resoluções de ano novo. O que esperam para o ano novo, o que querem fazer, objetivos, sonhos e expectativas. Nunca gostei de fazer isso, nunca quis colocar demasiadas expectativas no futuro. As poucas vezes que fiz isso a desilusão foi grande.

Para 2014 não faço nenhuma lista, a vida muda de um dia para o outro. O que hoje achava certo amanhã será errado e portanto prefiro ser surpreendida...

Sei o que conquistei em 2013, sei o que sofri em 2013 e sei o que cresci neste ano. Sei exactamente aquilo que quero e não quero para a minha vida.

Que comece um dos melhores anos da minha vida cheio de surpresas boas...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Elogio ao amor

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

...

 Ou então: "Não vale a pena o esforço..."

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um domingo tão bonito...

E eu passei fechada em casa a trabalhar... Baaaaahhhhh...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

O meu subconsciente assusta-me...

Todas as pessoas têm sonhos, uns bons e outros maus...

Mas depois existem aqueles sonhos que aparecem e que nos deixam aterrados, que acordamos com um nó no estômago de tão reais que foram. Os sentimentos estão lá todos, sejam eles bons ou maus. Acordamos perdidos sem saber se aconteceu ou se foi mesmo um sonho. Acordamos a pensar "e se tornar realidade?". São aqueles sonhos que a pessoa prefere esquecer mas que eles temem em não largar o nosso pensamento.

Esta noite foi assim... O meu subconsciente decidiu mandar-me um sonho de tal maneira agustiante que acordei e não voltei a dormir mais. Acabava bem o sonho mas a história em si era de tal maneira surreal e absurda que eu pensei que o meu subconsciente estava a gozar comigo.

Enfim, o meu subconsciente quando me manda sonhos assim assusta-me...

sábado, 16 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Há músicas assim...



Ryuichi Sakamoto: Merry Christmas Mr. Lawrence

...que fazem com que a pessoa queira estar apaixonada quando está a sofrer...

Porca miseria!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mai nada...


O vinho também dá uma ajudinha para o levantar...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

E depois a pessoa fica cheia de esperanças...


... e depois a pessoa sofre...

Fadinhas...

A última vez que falei com elas talvez foi em Florença. Nessa altura os sonhos eram outros, as expectativas eram diferentes... Ainda não percebi se elas acertam ou não. Até agora sim mas há tantas contradições depois! É tudo uma questão de interpretação...

Hoje vou voltar a falar com elas e ver o que me espera... Estou a precisar!

Existem sempre aqueles momentos que temos duas escolhas...


  1. Ou nos enterramos no sofá com porcarias, ver filmes que nos põem a chorar pela bip de vida que temos e ficamos ainda mais depressivos do que quando acordámos...
  2. Ou saímos porta fora sem destino munidos de música, livro e duas pernas. Paramos quando achamos e reencontramos o nosso sorriso.
Das duas prefiro a segunda mas às vezes é difícil de o fazer.

Hoje acordei num daqueles dias depressivos, chateada com a minha vida, senti falta de uma pessoa ao meu lado para conversar, nada de telefonemas ou mensagens. Nada disso, uma pessoa à minha frente em carne e osso para poder olhar e tocar. Hoje previa-se ser um dia muito difícil para mim. Mas saí porta fora já quase no pôr-do-sol, andei em batalha até então se saía ou não. Mas saí... Fui andar e andei...

Andei durante 40 minutos. Recuperei a minha cabeça levantada quando passei pela Câmara de Gaia, recuperei o meu sorriso quando senti o frio na ponte D. Luís, recuperei a minha paz quando me sentei num café e pedi um chocolate quente e abri o livro para ler. Voltei para casa feliz por ter feito isso. Comprei uma pizza e uma garrafa de vinho. Bebi um copo e brindei a mim, pois tenho que ser a primeira a brindar a mim mesma.

Hoje senti muito a falta de alguém com quem conversar. Hoje os fantasmas apareceram-me todos mas consegui arrumá-los. E agora escrevo isto descansada com a vida e com a certeza que amanhã é um novo dia e que o tempo há-de curar tudo de vez...

domingo, 27 de outubro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013