quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A vida tem uma ironia extraordinária...

Há um mês, aliás menos, escrevi aqui era altura de voltar a apaixonar-me. Estou longe, estou mesmo muito longe disso. Mas foi uma decisão depois de muitas lágrimas e muitas noites em claro. Decidi que tinha chegado a altura. E a vida tem esta ironia extraordinária que é de repente começar a dar sinais daquilo que queríamos. É de repente começar a ter acontecimentos inexplicáveis na vida. Não são aqueles grandalhões mas são pequenas coisas como sempre...

A vida tem uma ironia extraordinária... E tomar consciência disso já foi o grande passo que entendi deste último ano...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Havia um tempo que eu não queria mensagens...

Havia um tempo em que eu não queria que o telefone tocasse e ele não tocou...

Havia um tempo em que era me indiferente se o telefone tocava ou não e nem ligava... E ele tão depressa tocava como não mas era sempre publicidade....

Há um tempo que eu quero uma mensagem e o telefone de repente começa a tocar com outras completamente inesperadas...

Só posso dizer que pelos vistos a vida dá-nos aquilo que queremos mas não na forma como queremos...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Say something...


A Great Big World & Christina Aguilera: Say something

Me like this song... E não me deixa deprimida, muito pelo contrário...

Faz-me sorrir e isso é bom!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

It's time to fall in love...

Josh Groban: When you say you love me

Depois de 2 semanas de perceber que o meu coração estava em bocadinhos, depois de os ter apanhado a todos, um a um com uma paciência de santa e de me escorrerem lágrimas durante dias a fio, chegou mesmo a altura de me apaixonar novamente... Acho que mereço, acho que chegou a altura... Ainda não sei quem vai ser e nem o que vai acontecer mas chegou a altura de abrir o coração...

Já passou demasiado tempo e seria um desperdício ficar sozinha...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Hoje é noite...

Rachel Portman: We had today

... de ouvir músicas depressivas.
... de beber uma garrafa de vinho.
... de falar com as fadas e pedir ajuda.
... de chorar de tristeza.
... de chorar de raiva.
... de pensar no tempo que já perdi com estas muralhas bem altas.
... de sonhar com um futuro melhor.
... de desesperar pelo tempo a passar e nada mudar.
... de arrumar isto tudo mais uma vez na gaveta e seguir em frente...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tem sido assim há 15 dias...

Preciso de um fim-de-semana de clausura absoluta... Ver filmes, chorar em todos eles, comer porcarias e dormir mais de 12 horas por dia... Só espero que o sol volte depressa pois estou a precisar dele...

Aquele vídeo da Vera perturbou-me muito... Nunca mais passa esta raio de dor...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Fechada e triste

Foi assim que de repente alguém que não me conhecia, ou pelo menos não me via há mais de 10 anos resumiu os meus últimos dois anos. Deixou-me a pensar... Fiz de tanto para estar bem e fiz de tudo para estar aberta mas duas palavras deixaram-me sem resposta e sem chão...

Nem que eu lute contra mim todos os dias mas as coisas vão mudar...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ainda está em metamorfose...


...e há-de continuar assim!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

What defines you?

Esta semana vi um vídeo bastante perturbador com a mulher mais magra do mundo. Perturbador não no sentido que ela me faz impressão (faz e isso é normal porque é primeiro impacto quando se vê alguém assim) mas no sentido do que ela disse... Esta frase ficou na cabeça desde então e tenho pensado nisso também...

O que me define? Não são as pessoas que tenho à volta.

Quando era adolescente sim, queria estar na moda, vestia-me igual a toda a gente e a opinião contava muito. Mas cheguei aos 18 anos e dei o grito do Ipiranga como se costuma dizer. Não me tornei rebelde, simplesmente comecei a vestir o que me apetecia. Não fui gótica, nem atravessei nenhuma idade má ou qualquer coisa que queria esquecer. Simplesmente deixei de ser igual, de parecer que saí da mesma fornalha. Depois viria a sentir isso em relação aos amigos, já não me encaixava e por isso fui lentamente sendo posta de parte. Mas já tinha dado o grito e portanto não me custou nada essa fase. Ficaram os que valeram a pena...

O que me define? Não são as opiniões que tenho à volta.

Sempre quis tirar Biologia e sempre foi um sonho. "Vais para o desemprego ou dar aulas" foi o que ouvi durante anos e mesmo assim segui esse sonho. E de repente aos 25 anos decidi mudar radicalmente de vida e tornar-me professora de 1º ciclo. Depois foram as bocas "Tomas conta de crianças! Curso para quem não sabe o que há-de fazer!". Não, esta profissão ou se tem paixão ou é impossível sobreviver um dia inteiro com crianças. E tenho a melhor profissão o mundo.

O que me define? Não é a sociedade conservadora que ainda vivemos.

Divorciei-me ao fim de 2 anos de casamento e 5 anos de namoro. E quem não me conhece não pode opinar sobre o assunto porque não sabe o que sofri. As pessoas mais conservadoras da minha família ao fim de 1 ano de casamento disseram para eu dar um chuto mas ainda tentei salvar.

O que me define então? Sou eu e mais ninguém. São os meus sonhos, as minhas aspirações. As perspectivas neste momento não são muito grandes e a luta diária continua para chegar a alguma conclusão do que posso fazer para mudar. Mas sou eu que me defino, são as pessoas que escolho ter na minha vida que deixo que me definam. São as coisas que conquistei até agora, são as coisas que ainda vou conquistar. Sou eu e mais ninguém.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

À minha metade

Hoje escrevo-te. Hoje quero-te. Hoje amo-te. E hoje estou à espera...
Não sei quem és. Não sei como és. Não sei se já te conheci. Não sei se ainda não te conheci. Mas sei que és tu. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de te pôr no meu caminho. E sei que um dia a vida irá encarregar-se de me pôr no teu caminho.


Apeteceu-me escrever-te. Apeteceu-me fazer esta pequena declaração de amor. Porquê não sei...


Um dia vou te amar com todas as forças do meu ser. Um dia vais me amar com todas as forças do teu ser. Um dia eu e tu seremos nós. Um dia a minha metade estará completa. Um dia a tua metade estará completa. Um dia seremos um só.


Eu espero por ti. Tu esperas por mim. Ambos esperamos. O tempo passa. Mas o tempo será importante neste momento? Não. O tempo irá encarregar-se de nos juntar, nem mais um segundo nem menos um segundo. Será o tempo suficiente. O tempo não importa. Ele estará lá sempre para nós. O que importa sou eu e tu.


Um dia estarei enroscada e aninhada a ti. Com um computador à frente estaremos a ler estas linhas. Se calhar já leste uma vez, se calhar até muitas, e até se calhar nunca leste. Mas estaremos a ler isto juntos. E hoje é para ti. Não quero falar com verbos do futuro. Quero falar no presente. Pois é esse presente que importa. O passado, o futuro deixarão de existir. Apenas existe hoje, agora, este minuto, este segundo.


Eu e tu, nós. Uma equação perfeita, uma equação única, a nossa equação e de mais ninguém. Duas variáveis que se igualam a uma. Duas variáveis incompletas que formam uma completa.


E os anos irão passar, e o futuro e o passado não irão interessar. Para nós será sempre hoje que importa. Nasci para te encontrar, vivi a sonhar contigo, um dia irei encontrar-te, e um dia morrerei contigo. Seremos dois velhotes como na fotografia numa praia qualquer a olhar o mar. E nesse momento apenas existirá paz, amor, sonho, uma vida vivida, uma equação incompleta que se tornou completa.


Um dia meu amor, meu sonho, um dia seremos nós. Um dia...

2005

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Destino, Acaso ou Coincidência

Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril. E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades. Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia.

Haruki Murakami, in "Em Busca do Carneiro Selvagem"

Belo sábado que foi...

Um dia fará mesmo sentido, só espero que o faça...

De novo desatei a rir perante a confusão da minha vida, de novo tentei sorrir por entre as lágrimas que me escorriam que nem cataratas! Tudo acontece por uma razão mas ainda sofro tanto, ainda choro tanto... O tempo cura tudo mas está difícil de curar...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013

Hoje acaba um dos piores anos da minha vida. Hoje começa um dos melhores anos da minha vida, pelo menos assim espero...

Normalmente as pessoas gostam muito de fazer resoluções de ano novo. O que esperam para o ano novo, o que querem fazer, objetivos, sonhos e expectativas. Nunca gostei de fazer isso, nunca quis colocar demasiadas expectativas no futuro. As poucas vezes que fiz isso a desilusão foi grande.

Para 2014 não faço nenhuma lista, a vida muda de um dia para o outro. O que hoje achava certo amanhã será errado e portanto prefiro ser surpreendida...

Sei o que conquistei em 2013, sei o que sofri em 2013 e sei o que cresci neste ano. Sei exactamente aquilo que quero e não quero para a minha vida.

Que comece um dos melhores anos da minha vida cheio de surpresas boas...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Elogio ao amor

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso