sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não estou sozinha...


... mas nestes últimos são mais as vezes que me senti assim do que ao contrário. Acho que me tornei numa eremita. E o problema é que me habituei a isso e gosto de estar assim. Gosto de partilhar, gosto de viver momentos  com as pessoas. Mas gosto tanto da minha solidão que às vezes é assustador. Às vezes dou por mim a desejar estar sozinha, sem que o telefone toque, sem que tenha que fazer algum programa.

Às vezes simplesmente adoro estar como se está nesta imagem...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um dia...

Gostava de ser o número 1 numa lista...

Até hoje nunca fui... Talvez um dia...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ontem morri...

Ontem decidi morrer. Não me sentia bem. Estava demasiado triste para suportar a vida. A vida tinha sido demasiado injusta e num dia eu fui-me abaixo. Talvez tenha sido a explosão de um acumular de coisas tristes. Tinha percebido que a vida simplesmente não era justa e por mais que tentasse amá-la, vivê-la, ela puxava o tapete. Decidi que não iria levar a melhor. E que estava farta das partidas dela. Ontem morri...


Decidi ter uma morte bela. Uma morte como eu queria. Aproveitei o facto de ficar sozinha para tentar organizar a vida que deixava para trás. Um testamento feito com as poucas coisas que tenho mas que são importantes. Cada coisa tinha o seu destino. E decidi dar tudo. Afinal não precisava de coisas materiais para onde ia. A única coisa que precisava naquele momento era paz. E nenhuma coisa material me dava isso. Ontem morri...


Calmamente fui à casa-de-banho, enchi a banheira de água. Sem qualquer pinga de água fria. Pois o efeito não seria o mesmo e a morte não era bela. Enquanto a água corria fui escolher a minha melhor roupa. Queria ser encontrada com um ar sereno e com a minha roupa preferida. Troquei de roupa muito calmamente. Não havia pressa. Para onde ia o tempo não importava. Ontem morri...


A música também tinha que ser escolhida a dedo. Bandas sonoras que atravessaram a minha vida. Que trazem recordações, pessoas, momentos. Tinha que ser uma música especial. Quem me encontrasse tinha que ficar maravilhado com o cenário e não chocado. Tinha que sonhar onde eu estaria e não olhar simplesmente para um corpo sem vida. Ontem morri...


Depois de tudo estar pronto, entrei na banheira calmamente. A água estava a ferver e evaporava-se a uma velocidade louca. Na casa-de-banho já existia uma bruma. Não humidade no ar pois estragaria o efeito do cenário, do sonho, do encantamento. Deitei-me lentamente. A banheira tinha aumentado de repente. As minhas pernas conseguiam ficar esticadas. Obrigada por este gesto encantado. Ontem morri...


Não senti dor. A pele queimava. O calor seria insuportável para qualquer pessoa. Mas não para mim. Era um calor apaziguante, ternurento. Eu era especial e merecia uma morte bela. Não podia ser de maneira diferente, banal. Pus a cabeça dentro de água. Fechei os olhos para o mundo. Para a vida. E com um sorriso gigantesco na cara deixei-me ir. Não senti dor, não senti medo, não senti nada de mau. Senti a paz a percorrer-me o corpo. Lentamente dos pés à cabeça. Não poderia ser de outra forma. Não podia começar pela cabeça pois deixaria de ser uma morte bela. Não me lembro quando o cérebro finalmente desligou-se. Quando o coração deixou de bater. Apenas a paz e os sonhos perduraram. Ontem morri... E foi a morte mais bela que alguma vez vi. E consegui dar eu um murro à vida. Passei-lhe a perna e nem deu por isso. E ontem sem mais nem menos eu morri...

Dezembro de 2005

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Depois das conversas com a minha mãe...


Eu devia falar mais...


Tenho que voltar a falar. Tenho que voltar a aprender a falar e a desabafar. Existem cicatrizes e marcas que a vida nos deixa e nem damos conta delas. Com tudo o que aconteceu nestes últimos meses percebi que desde que vim viver para longe que fui criando as minhas defesas, que fui criando a minha solidão. Começo a perceber que o processo todo que fiz para poupar os que mais gostava agora é uma barreira, uma muralha neste momento. Aprendi a sofrer em silêncio, aprendi a fechar-me e a isolar-me do mundo e percebo que já sou profissional nisso. É mais fácil assim apesar de não ser o mais correto (talvez).

Para mim sempre foi mais fácil escrever do que falar tudo o que vai cá dentro. Na altura que tinha um blog que toda a gente conhecia as pessoas mais próximas ficavam a saber o que me ia na alma. Aquele telefonema há muitos anos atrás do meu pai quando leu pela primeira vez o meu blog nunca mais esqueci. As lágrimas que ouvi do outro lado do telefone e a frase "finalmente conheço a minha filha no seu todo e o ser extraordinário que és". Ainda hoje essa lembrança me arrepia. A palavra escrita sempre foi muito mais fácil para mim. Tantas cartas escrevi, tantos emails enviei. Tantas palavras escritas espelharam a minha alma. Aprender a fazer isso mas com voz não será um processo fácil...

Eu tentei uma vez. Tentei falar e conversar. Percebi a importância da comunicação e tentei por tudo para que não faltasse comunicação. Aprendi que comunicar é a base e tentei pôr em prática. Foi um esforço passar da palavra escrita para a falada. Não ganhei nada com isso, não resultou a comunicação mas não foi por falha minha.

E agora ando a falhar... Ando a falhar naquilo que lutei durante anos, não foram assim tantos mas parece que foram muitos. Ando a falhar e não me sinto orgulhosa disso. Agora sou eu com falta de comunicação, agora sou eu que não falo...

Ando a tentar... Mas depois penso "Mas daqui a nada estou sozinha outra vez aqui, daqui a nada quero falar e volta tudo ao mesmo. Nada muda. Ficará a preocupação no ar quando posso evitar isso ficando calada."

PORRA!!! Mas porque é que eu vivo longe? Isto anda a atormentar-me...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

Tears...


Foi dia de as verter em catadupa...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Há momentos em que me sinto assim...


... deve ter sido da semana comprida que tive!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Nem de propósito...


Encontrei esta imagem. E é isto que ando a pensar há meses e que me levou à decisão de voltar para Lisboa. Senão passam mais dez anos e eu não fiz nada...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

I just hope it won't be to late...



The perfect time is slipping through my fingers slowly, deadly, silent...

E eu só queria era ter uma noite descansada...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Pesadelos...


Há mais de um mês que não tenho uma noite descansada. Os pesadelos são vários e acordo atormentada. Vou trabalhar com o coração pequenino, o cansaço está a acumular e o medo que a noite chegue é cada vez maior. Talvez seja o reflexo dos meus fantasmas. Talvez esteja a ganhar novos fantasmas. Talvez sejam inseguranças. Talvez seja medo do futuro. Os cenários são vários mas os sentimentos sempre os mesmos. Preciso de paz e de descanso. Espero que as férias cheguem e me tragam uma noite sem sonhos, sem tormentos. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014