quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Simple as this...


Se ao menos eu pudesse apaziguar estas saudades...

Parabéns!

sábado, 26 de setembro de 2015

Ghosts...


Gostava de ter uma caixa onde pudesse colocar todos os meus fantasmas. Fechava à chave, atirava a caixa para o fundo do oceano e engolia a chave.

Mas infelizmente isso não é possível. E há dias que eles me assombram de uma maneira assustadora. Sinto-os a agarrarem-me os pés e a puxarem-me para baixo. Oiço-os a insultarem-me por todas as escolhas que fiz. Oiço-os a falarem-me do futuro e de como será negro, de todas as perdas que terei, de todas as perdas que tive. De tudo o que vou ganhar e tudo o que já ganhei. Só que não ganhei coisas boas neste caso.

Todas as pessoas têm fantasmas, pelo menos gosto de acreditar que sim. Senão o mundo seria tremendamente injusto para aqueles que têm e seria extraordinário para aqueles que não têm. Se calhar há pessoas que não têm mesmo fantasmas.

Há noites que preciso de chorar. Há noites que preciso de exorcizar os fantasmas. Há noites que não deviam existir. A esperança nunca deveria desaparecer nestes momentos. A alegria deveria ser constante.

Começo a ficar cansada desta batalha. Começo a ficar cansada de lutar. Começo a desanimar e a perder a esperança.

Nunca chegará o momento... Nunca conseguirei chegar àquele ponto que eu queria....

E isso revolta-me tanto que ninguém consegue imaginar...

O tempo passou... Resumindo é mesmo isso... O tempo passou...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Tia...

O significado de tia...

A família mais próxima começa a ter filhos. A alegria e a felicidade são enormes. A excitação de conhecer os futuros sobrinhos e de tê-los nos braços não há explicação. Comparado só mesmo com ir ter um irmão ou irmã. Quando os meus irmãos mais novos nasceram chorei de alegria por tê-los nos braços. Nem quero pensar nos pacotes de lenços que será com os sobrinhos. No coração há sempre espaço para mais um sobrinho ou sobrinha.

Ainda nem acredito que vou ser tia... Tia direita! Estou em êxtase! Que venha ela ou ele!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Há quase dois anos escrevi...

Babies! Babies everywhere!

Passados dois anos continua tudo igual...

Babies! Babies everywhere!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

True VII


Sinto que estou a andar para trás ou então que estou a começar a viver a mesma história...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

São só mais onze meses...


E nem mais um dia...

Até lá é...

Viver!

sábado, 1 de agosto de 2015

Finally!


Vou ali e já venho...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Há qualquer coisa que se passa...

... só não sei ainda o que é...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

...


Friendship...

Vocês largaram tudo para vir ter comigo:

  • quando o meu avô faleceu...
  • quando a minha mãe foi para o hospital...
  • quando a minha mãe esteve internada...
  • quando a minha mãe foi a segunda vez para o hospital...
  • quando eu mudei de curso...
  • quando eu me casei...
  • quando a minha mãe foi a terceira vez para o hospital...
  • quando eu me divorciei...

Vocês são as pessoas que mais lágrimas viram cair da minha cara. As pessoas que mais me abraçaram. As pessoas que ajudaram nas minhas sucessivas curas de coração. As pessoas que tentaram remendar quando sofri perdas.

Vocês não são os meus amigos, vocês são a minha família...

terça-feira, 21 de julho de 2015

One more year...


É a escolha certa... Só ainda não sei se é para mim também...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

364 dias

O ano devia ter 364 dias... Este dia podia ser removido...

Será que é possível pedir para tirar este dia? Eu gostava que sim...

Já percebi que este dia nunca passará em claro. Que este dia nunca será igual aos outros.

Posso tirá-lo da minha vida? Vá lá, por favor...

Não o quero esquecer mas também não o queria lembrar... Estranho e complexo isto! Será sempre uma ferida aberta este dia. Será sempre das melhores recordações que tenho.

Se calhar estou a precisar de fazer psicoterapia e urgentemente e talvez assim aceite melhor que o ano tenha 365 dias. Mas até lá posso pedir para este dia não existir?

(acho que nunca vou superar isto... SHIT!!!)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cansada...


Como é que as coisas chegam a este ponto? Como é que eu chego a um nível de tristeza como este? Há coisas que doem e coisas que magoam... Já não consigo sorrir, rir sim mas sorrir já não dá...

As noites agora resumem-se a dormir uma noite seguida por semana porque o cansaço é superior. A saúde está a deteriorar-se. A vontade de comer foi-se há muito. O nível de preocupação e ansiedade não baixa.

Estou cansada de estar sozinha, estou cansada de passar por coisas sozinha. Estou cansada de comemorar coisas sozinha. Estou cansada de chorar sozinha. Estou farta de falar ao telefone. Estou farta de não ter tempo para os meus. Estou farta de fazer viagens para cima e para baixo.

Estou sobretudo farta de não ter planos para o futuro. Estou farta de não ter expectativas. Estou farta de não ter sonhos. Estou a ver a vida a passar à frente dos meus olhos.

Por vezes falta-me a coragem de arriscar, por vezes penso que o melhor é ficar quieta. Mas depois penso em tudo o que está escrito acima e acabo a chorar. Estou tão farta de chorar...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ao meu avô...

Há 6 anos escrevi isto ao meu avô e continua a ser tão verdade hoje... E o coração continua tão pequenino!

Ao meu avô, esteja ele onde estiver…

Queria escrever isto, precisava de dizer isto. Dizer um último adeus sentido ao meu avô.

Hoje morreu uma parte do meu coração, hoje eu dei uma parte do meu coração. A falta que essa parte do meu coração faz, dói e com o tempo será preenchido com alegrias, recordações, todos os segundos que estive com o avô.

Se tivesse que descrever como era o meu avô não saberia o que dizer. O que dizer de uma vida tão preenchida? O que dizer de uma pessoa tão especial e tão única para mim? Meras palavras podem dizê-lo…

Mas sei que onde quer que esteja, para crentes ou não, levará para sempre uma parte da minha avó, de mim, do meu pai e da minha tia, dos meus irmãos e primos, dos amigos, de todas as pessoas que estão aqui à volta.

Para os amigos não sei como era, para mim era o meu avô. Aquele senhor sempre todo composto, aquele senhor sempre calado e reservado, aquele senhor que não mostrava o que lhe ia na alma. Mas veio a doença e com ela veio um novo avô. Ainda me lembro de miúda apenas dar um beijinho de olá e outro de adeus, mas nunca um abraço. Nos últimos dias, meses e poucos anos, esses abraços vieram.

Da maneira como o via, o meu avô nunca mostrou fisicamente aquilo que sentia, mas os olhos reflectem o coração e sempre soube como ele era. Uma pessoa excepcional em todos os sentidos.

A sua escrivaninha sempre impecável era quase um altar que nós não podíamos tocar e sempre foi assim até hoje. Era sempre uma felicidade poder fazer um desenho em cima dela.

Lembro-me tão bem de ir passar fins-de-semana a casa dos avós e o avô chamar-me sem ninguém ver e dar-me uma barra de 900g de chocolate Cadbury’s com nozes e passas. Até hoje eram os melhores chocolates do mundo e nunca me esquecerei disso. Chocolates dados sem ninguém ver nem desconfiar. Não era por mal, era o meu avô.

Lembro-me do Pingo e como nos primeiros tempos o avô não gostava dele. Mas os cães sabem quem são as pessoas e acredito que os animais consigam distinguir entre uma pessoa boa e má. O cão logo que entrou em casa foi ter com o avô e assim ficava todas as tardes e noites aos pés do avô. O avô era uma pessoa boa.

Cedo comecei a minha paixão pelos golfinhos e cedo começaram a dar-me presentes com golfinhos. A quantidade de coisas de golfinhos que tenho é impressionante mas há duas que hei-de guardar para sempre. Para onde quer que vá elas irão comigo. Não quero ferir ninguém com estas palavras, mas eram do meu avô que nunca deu presentes a ninguém. Era a avó que tratava sempre de tudo, até os presentes que o avô comprava para mim, o avô nunca me deu nenhum, não sei se era capaz ou não. Mas apesar de tudo são os que mais gostei até hoje, porque sei que ele se lembrou de mim enquanto esteve fora. Porque sei que via coisas com golfinhos e lembrava-se de mim. Sei que ele lembrava-se dos manos e dos primos, mas era o avô e como tal sabíamos que se lembrava mas nunca mostrava.

Nunca conhecerá os meus filhos ou netos, mas quero que eles saibam o avô que eu tinha. Quero mostrar fotografias e dizer que o meu avô era assim. Quero contar tudo o que está escrito aqui e tudo aquilo que agora não me lembro. Quero contar que apenas uma única vez joguei às cartas com ele e como jogava bem. Jogávamos canasta com a avó e o avô nunca deu o monte. Foi o jogo mais divertido que tive até hoje.

Há anos que em cima da minha cómoda está uma caixinha em forma de coração com uma joaninha lá dentro. Presente do avô dado pela avó quando vieram uma vez dos Estados Unidos na altura do Dia dos Namorados. Todos os dias olho para ela, e todos os dias lembro-me do avô. Tenho-a agora na mão para me fazer companhia neste momento, porque o meu coração está deste tamanho, pequenino. Há quem dê jóias de famílias, livros, objectos, mas um dia darei aos meus filhos que passarão aos meus netos esta joaninha dentro de um coração. É das coisas mais preciosas que tenho e que terei sempre.

Tenho a vida toda pela frente, tenho um mundo para descobrir. Agora essa vida e esse mundo tornaram-se novos para mim. Amanhã será um novo dia, um novo acordar. A vida continua e com certeza que o meu avô não gostaria que não fosse assim. Para onde quer que vá, seja de que maneira escolher viver a vida, levarei para sempre até morrer um cantinho do meu coração muito especial guardado para o avô que agora me deixa. Simplesmente adoro até morrer este avô...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

To go or not to go...


To go...

But how?

That's my battle...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Irresponsável + inconsciente = coragem + destemida


(Tenho mesmo que me concentrar na segunda frase)

Ontem tive mais uma discussão com a minha mãe. Mas desta vez doeu mais na alma do que das outras vezes. Adorava contar com o apoio dela, que me desse força, que me dissesse que estava a ser corajosa e que me admirava por causa disso. Mas não... Em vez disso, tem sido sempre a dizer que sou inconsciente, que estou a cometer uma loucura, que fui responsável até agora e que parece que perdi o discernimento. Que o apoio que eu quero é do meu pai que também não tem consciência do que está a acontecer...

De repente tenho que ter segredos uns dos outros. Estou longe, estou a 300km de todos e agora até nas conversas tenho que pensar no que posso dizer ou não. Estou de tal maneira alienada de tudo e de todos que ninguém percebe o que passei até agora. Que ninguém se importa se eu sei ou não das coisas. Que coisas que são importantes são esquecidas de me contar. Isto custa, isto dói e muito...

Estou longe há cinco anos. Passei por muito neste tempo, cresci, lutei, caí, levantei-me, sorri muito e já chorei muito. Aprendi a chorar sozinha, aprendi a lidar com a minha solidão. Aprendi a calar-me e a fechar-me do mundo. Para os outros é muito fácil estar no conforto com a família e os amigos ao lado. Dizem que entendem e percebem a minha decisão mas na realidade nunca ninguém passou por aquilo que eu passei. Já chega, já cheguei ao limite de solidão.

Ontem doeu-me tanto e custou-me tanto. Senti as pernas a fraquejar, senti a coragem a ir-se embora. Perdi a esperança e pus tudo em causa. Até ouvi que devia ser egoísta quando houve a operação e que eu estando cá em cima sozinha não era motivo suficiente para a minha decisão.

Ainda hoje as lágrimas escorrem pela cara em catadupa. As pessoas são tão egoístas no conforto com a família e os amigos ao lado. Coisas atiradas à cara sem dó nem piedade. Um mês e meio sem ir a Lisboa porque estou a fazer um esforço para poupar dinheiro e no entanto não sou poupada a tudo o resto. É tão fácil gritar pelo telefone e chamar inconsciente e irresponsável. É tão fácil comparar e arranjar exemplos para acabar com a minha esperança.

Gostava tanto de ser corajosa e destemida e no entanto lentamente estou a perder isso. O certo e o errado deixaram de existir. Estou certa para uns e errada para outros.

Não preciso de ajuda de ninguém, ajuda assim não quero. Tenho a minha decisão tomada e não quero voltar atrás mesmo que esteja neste momento a questionar tudo...

Estou numa guerra quando deveria ser tudo ao contrário. Estou em plena guerra contra mim quando deveria estar enorme e gigante cheia de força e coragem.

Não aguento mais conversas e mais discussões destas...

Vou ligar ao meu pai...

domingo, 31 de maio de 2015

sábado, 23 de maio de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015


Ludovido Einaudi: Fly