segunda-feira, 30 de novembro de 2015

What a crazy night...


Baralhada... Atordoada...

Riu-me da loucura. Sorrio perante a loucura. Preocupa-me a loucura.

Acabei de conhecer um lado meu que ainda não sei bem se quero conhecer...

Só me rio... Sou tão louca...

sábado, 28 de novembro de 2015

Aplicações malucas e outras coisas...

Todos passamos por momentos da nossa vida que a nossa auto-estima é abalada. Que a nossa auto-confiança é posta em causa. Nalgum momento da nossa vida isso acontece e temos o dever de reconhecer esses momentos. Temos que olhar e perceber que são fases más, que são fases das quais precisamos para nos restabelecer. Que são momentos de mudança, de nos estruturarmos. De encontrarmos novamente o "eu" e de voltar a apaixonar-nos por nós.

Não há melhor momento do que aquele que voltamos a descobrir que não há pessoa no mundo que goste mais de nós do que nós mesmos. Que somos capazes de tudo mesmo que seja só dormir mais de 8 horas por dia. Adormecer com aquele sorriso e acordar com o mesmo sem precisarmos de ninguém. Aquele momento especial que vemos um pôr-do-sol sozinhos e acreditamos que tudo correrá bem mesmo tendo tantas adversidades na vida. Aquele copo de vinho que se bebe e que a meio lembramo-nos que não brindámos a nós mesmos por todas as conquistas que fizemos.

Ter a capacidade para chorar porque nos apetece chorar pela merda de vida que temos. Mas no momento seguinte estamos a rir ao lembrar da vida louca que temos. Ainda me lembro das palavras do Afonso há uns anos atrás quando desesperava para ter uma vida normal "Se fosses normal e banal não terias nada para contar e perderias metade da piada". Por falar nisso, que é feito de ti?

Já passei por muito e por tanto. Muito e tanto moldou a pessoa que sou hoje. Tenho orgulho em mim, sei o que sou, sei o que quero. Sei o que conquistei e sei o que me falta para conquistar...

Há uns dias inscrevi-me numa aplicação sempre com o conselho que me deram: "Há pessoas interessantes lá no meio. Há pessoas que até podes conversar." Fui à procura disso, das tais pessoas interessantes e com quem se podia conversar. No início até estava a fazer bem ao ego mas agora...

É tão absurdo e tão ridículo. Andei eu a passar por tudo e por tanto para isto? A única coisa que se dá valor é a uma fotografia e a uma legenda. Somos analisados pelo nosso físico e apenas querem isso. Mas o ser humano é tão mais que isso. O ser humano não se resume apenas a uma fotografia e a uma one night stand. "Há pessoas interessantes!" Como? Onde? A futilidade é levada ao extremo. A curiosidade começa com a legenda e termina com uma negativa a um café. Tão simples quanto isto. A condição humana nesta aplicação resumiu-se a simplesmente 3 ou 4 perguntas.

Onde foram parar os olhares? Onde foi parar as primeiras conversas? Onde foi parar a curiosidade em querer conhecer mais? Agora tudo depende de um café? Até num bar dá mais trabalho. Faz-me confusão isto. Faz-me confusão que se chegue a este ponto. É preciso uma aplicação para que as pessoas se conheçam para sexo? Que busquem uma companhia desesperadamente só por causa de uma fotografia. E pior que tudo é que a pessoa se sinta julgada por estar lá, que a pessoa seja posta de parte só porque não quer a mesma coisa. 

O meu estudo sociológico termina. Nem uma semana dou a isto. O gozo que teve já se perdeu por completo. O ego nem teve tempo para ser alimentado. Em vez disso senti-me como um objeto, daqueles que se serve e depois deita fora. E eu sou tão mais que isso. Muito mais que isso...

A esperança nunca morre. Quero que os próximos 8 meses nesta terra sejam bem vividos. Mas assim não obrigada. Mil vezes uma conversa com os amigos pelo skype, mil vezes a minha música, mil vezes a minha casa. Triliões de mim. Sou a minha melhor companhia e isso basta.

Tudo tem um propósito e este chegou ao fim... Sem sucesso para ninguém mas um sucesso para mim. Voltei a confirmar que sou tão mais que tudo e que tanto e que já vivi demasiado para me tornar numa pessoa fútil.

É tão ridículo que até assusta...

Fim dos exames do 4º ano...


Os exames de 4º ano acabaram! Durante 2 anos convivi com isto. E para mim o fim destes exames significam algumas coisas:

1 - Posso dormir descansada durante essa semana. Eu, os alunos e os pais. E não temos que esperar um mês pelas notas. Mês esse que é interminável.

2 - Os meus alunos vão ter mais oportunidades para serem crianças. Coisa que até agora raramente acontecia.

3 - O stress a que eles seriam submetidos termina. E vi demasiadas crianças a cederem a esse stress desnecessariamente. Vi demasiadas crianças a chorarem pelas notas que não mereciam e isso acho desumano. Se eu dou 5 e têm 2 no exame a culpa não é minha. E o sofrimento que causou deixa marcas... É uma coisa que me revolta...

4 - Concordo com exames mas não nestes moldes. Não se abandonam crianças numa sala de uma escola qualquer com 2 estranhos. Ninguém pode imaginar a tristeza e o sufoco de ver todos aqueles olhos suplicantes no início do exame. A sensação de impotência que temos, a espera que desespera para que tudo termine.

5 - Nunca esteve em causa se eu sou uma boa professora ou não, esteve sempre em causa foi eles lidarem com os obstáculos mas que não há tempo e anos suficientes para os preparar pois há conteúdos que nunca mais acabam para serem dados até ao exame. Estamos a falar de um exame feito a meio de maio e que tudo tem que estar dado supostamente até abril quando os conteúdos vão até junho.

6 - Hoje antecipando o que iria acontecer deixei-os "brincar" com uma matéria de matemática e eles estavam a adorar. Sabe bem estes momentos mas que infelizmente não havia muitas oportunidades. Ser criança e brincar com a matemática? Ter oportunidade agora de poder fazer isso com os vários conteúdos. Voltar aos materiais didáticos que tanto gosto. Agora há tempo, não tanto como gostaríamos mas há...

7 - O meu nível de exigência não termina só porque os exames terminaram. Se sei que são capazes vou continuar a exigir o mesmo.

8 - Tiraram-me um peso de 10 toneladas de cima da cabeça. Deixei de sentir que tinha a cabeça a prémio. Porque as minhas notas não eram importantes, era o maldito ranking dos exames. Os tais que são em condições ridículas.

9 - Não há nada para celebrar pois o ano letivo ainda não terminou e ainda há muita coisa para ensinar e ser vivida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mentira?

É mentira?

Não?

A sério?

Só pode ser mentira...

Nunca me tinha acontecido tal coisa mas também não volta a acontecer... Que erro e que engano! Que desperdício da minha vida! Tempo perdido que não volta atrás.

Mas o que vale...

É que ainda tenho muito tempo pela frente! Ainda tenho muitas aventuras para viver... Só me chateia ter desperdiçado o meu tempo. Mas pronto, a pessoa aprende...

E já nem preciso de levantar porque já fiz essa escalada novamente. O que vale é que afinal o tempo que seria perdido em lágrimas já passou e estou rapidamente pronta para outra. O que vale é que agora sinto que estou preparada para outra.

Voltar? Só se eu fosse louca da cabeça e completamente desequilibrada. Gosto tanto de mim, reencontrei-me novamente e isso é tão bom. Voltei a ser a pessoa mais importante da minha vida e isso é maravilhoso...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Simple as this...


Se ao menos eu pudesse apaziguar estas saudades...

Parabéns!

sábado, 26 de setembro de 2015

Ghosts...


Gostava de ter uma caixa onde pudesse colocar todos os meus fantasmas. Fechava à chave, atirava a caixa para o fundo do oceano e engolia a chave.

Mas infelizmente isso não é possível. E há dias que eles me assombram de uma maneira assustadora. Sinto-os a agarrarem-me os pés e a puxarem-me para baixo. Oiço-os a insultarem-me por todas as escolhas que fiz. Oiço-os a falarem-me do futuro e de como será negro, de todas as perdas que terei, de todas as perdas que tive. De tudo o que vou ganhar e tudo o que já ganhei. Só que não ganhei coisas boas neste caso.

Todas as pessoas têm fantasmas, pelo menos gosto de acreditar que sim. Senão o mundo seria tremendamente injusto para aqueles que têm e seria extraordinário para aqueles que não têm. Se calhar há pessoas que não têm mesmo fantasmas.

Há noites que preciso de chorar. Há noites que preciso de exorcizar os fantasmas. Há noites que não deviam existir. A esperança nunca deveria desaparecer nestes momentos. A alegria deveria ser constante.

Começo a ficar cansada desta batalha. Começo a ficar cansada de lutar. Começo a desanimar e a perder a esperança.

Nunca chegará o momento... Nunca conseguirei chegar àquele ponto que eu queria....

E isso revolta-me tanto que ninguém consegue imaginar...

O tempo passou... Resumindo é mesmo isso... O tempo passou...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Tia...

O significado de tia...

A família mais próxima começa a ter filhos. A alegria e a felicidade são enormes. A excitação de conhecer os futuros sobrinhos e de tê-los nos braços não há explicação. Comparado só mesmo com ir ter um irmão ou irmã. Quando os meus irmãos mais novos nasceram chorei de alegria por tê-los nos braços. Nem quero pensar nos pacotes de lenços que será com os sobrinhos. No coração há sempre espaço para mais um sobrinho ou sobrinha.

Ainda nem acredito que vou ser tia... Tia direita! Estou em êxtase! Que venha ela ou ele!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Há quase dois anos escrevi...

Babies! Babies everywhere!

Passados dois anos continua tudo igual...

Babies! Babies everywhere!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

True VII


Sinto que estou a andar para trás ou então que estou a começar a viver a mesma história...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

São só mais onze meses...


E nem mais um dia...

Até lá é...

Viver!

sábado, 1 de agosto de 2015

Finally!


Vou ali e já venho...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Há qualquer coisa que se passa...

... só não sei ainda o que é...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

...


Friendship...

Vocês largaram tudo para vir ter comigo:

  • quando o meu avô faleceu...
  • quando a minha mãe foi para o hospital...
  • quando a minha mãe esteve internada...
  • quando a minha mãe foi a segunda vez para o hospital...
  • quando eu mudei de curso...
  • quando eu me casei...
  • quando a minha mãe foi a terceira vez para o hospital...
  • quando eu me divorciei...

Vocês são as pessoas que mais lágrimas viram cair da minha cara. As pessoas que mais me abraçaram. As pessoas que ajudaram nas minhas sucessivas curas de coração. As pessoas que tentaram remendar quando sofri perdas.

Vocês não são os meus amigos, vocês são a minha família...

terça-feira, 21 de julho de 2015

One more year...


É a escolha certa... Só ainda não sei se é para mim também...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

364 dias

O ano devia ter 364 dias... Este dia podia ser removido...

Será que é possível pedir para tirar este dia? Eu gostava que sim...

Já percebi que este dia nunca passará em claro. Que este dia nunca será igual aos outros.

Posso tirá-lo da minha vida? Vá lá, por favor...

Não o quero esquecer mas também não o queria lembrar... Estranho e complexo isto! Será sempre uma ferida aberta este dia. Será sempre das melhores recordações que tenho.

Se calhar estou a precisar de fazer psicoterapia e urgentemente e talvez assim aceite melhor que o ano tenha 365 dias. Mas até lá posso pedir para este dia não existir?

(acho que nunca vou superar isto... SHIT!!!)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cansada...


Como é que as coisas chegam a este ponto? Como é que eu chego a um nível de tristeza como este? Há coisas que doem e coisas que magoam... Já não consigo sorrir, rir sim mas sorrir já não dá...

As noites agora resumem-se a dormir uma noite seguida por semana porque o cansaço é superior. A saúde está a deteriorar-se. A vontade de comer foi-se há muito. O nível de preocupação e ansiedade não baixa.

Estou cansada de estar sozinha, estou cansada de passar por coisas sozinha. Estou cansada de comemorar coisas sozinha. Estou cansada de chorar sozinha. Estou farta de falar ao telefone. Estou farta de não ter tempo para os meus. Estou farta de fazer viagens para cima e para baixo.

Estou sobretudo farta de não ter planos para o futuro. Estou farta de não ter expectativas. Estou farta de não ter sonhos. Estou a ver a vida a passar à frente dos meus olhos.

Por vezes falta-me a coragem de arriscar, por vezes penso que o melhor é ficar quieta. Mas depois penso em tudo o que está escrito acima e acabo a chorar. Estou tão farta de chorar...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ao meu avô...

Há 6 anos escrevi isto ao meu avô e continua a ser tão verdade hoje... E o coração continua tão pequenino!

Ao meu avô, esteja ele onde estiver…

Queria escrever isto, precisava de dizer isto. Dizer um último adeus sentido ao meu avô.

Hoje morreu uma parte do meu coração, hoje eu dei uma parte do meu coração. A falta que essa parte do meu coração faz, dói e com o tempo será preenchido com alegrias, recordações, todos os segundos que estive com o avô.

Se tivesse que descrever como era o meu avô não saberia o que dizer. O que dizer de uma vida tão preenchida? O que dizer de uma pessoa tão especial e tão única para mim? Meras palavras podem dizê-lo…

Mas sei que onde quer que esteja, para crentes ou não, levará para sempre uma parte da minha avó, de mim, do meu pai e da minha tia, dos meus irmãos e primos, dos amigos, de todas as pessoas que estão aqui à volta.

Para os amigos não sei como era, para mim era o meu avô. Aquele senhor sempre todo composto, aquele senhor sempre calado e reservado, aquele senhor que não mostrava o que lhe ia na alma. Mas veio a doença e com ela veio um novo avô. Ainda me lembro de miúda apenas dar um beijinho de olá e outro de adeus, mas nunca um abraço. Nos últimos dias, meses e poucos anos, esses abraços vieram.

Da maneira como o via, o meu avô nunca mostrou fisicamente aquilo que sentia, mas os olhos reflectem o coração e sempre soube como ele era. Uma pessoa excepcional em todos os sentidos.

A sua escrivaninha sempre impecável era quase um altar que nós não podíamos tocar e sempre foi assim até hoje. Era sempre uma felicidade poder fazer um desenho em cima dela.

Lembro-me tão bem de ir passar fins-de-semana a casa dos avós e o avô chamar-me sem ninguém ver e dar-me uma barra de 900g de chocolate Cadbury’s com nozes e passas. Até hoje eram os melhores chocolates do mundo e nunca me esquecerei disso. Chocolates dados sem ninguém ver nem desconfiar. Não era por mal, era o meu avô.

Lembro-me do Pingo e como nos primeiros tempos o avô não gostava dele. Mas os cães sabem quem são as pessoas e acredito que os animais consigam distinguir entre uma pessoa boa e má. O cão logo que entrou em casa foi ter com o avô e assim ficava todas as tardes e noites aos pés do avô. O avô era uma pessoa boa.

Cedo comecei a minha paixão pelos golfinhos e cedo começaram a dar-me presentes com golfinhos. A quantidade de coisas de golfinhos que tenho é impressionante mas há duas que hei-de guardar para sempre. Para onde quer que vá elas irão comigo. Não quero ferir ninguém com estas palavras, mas eram do meu avô que nunca deu presentes a ninguém. Era a avó que tratava sempre de tudo, até os presentes que o avô comprava para mim, o avô nunca me deu nenhum, não sei se era capaz ou não. Mas apesar de tudo são os que mais gostei até hoje, porque sei que ele se lembrou de mim enquanto esteve fora. Porque sei que via coisas com golfinhos e lembrava-se de mim. Sei que ele lembrava-se dos manos e dos primos, mas era o avô e como tal sabíamos que se lembrava mas nunca mostrava.

Nunca conhecerá os meus filhos ou netos, mas quero que eles saibam o avô que eu tinha. Quero mostrar fotografias e dizer que o meu avô era assim. Quero contar tudo o que está escrito aqui e tudo aquilo que agora não me lembro. Quero contar que apenas uma única vez joguei às cartas com ele e como jogava bem. Jogávamos canasta com a avó e o avô nunca deu o monte. Foi o jogo mais divertido que tive até hoje.

Há anos que em cima da minha cómoda está uma caixinha em forma de coração com uma joaninha lá dentro. Presente do avô dado pela avó quando vieram uma vez dos Estados Unidos na altura do Dia dos Namorados. Todos os dias olho para ela, e todos os dias lembro-me do avô. Tenho-a agora na mão para me fazer companhia neste momento, porque o meu coração está deste tamanho, pequenino. Há quem dê jóias de famílias, livros, objectos, mas um dia darei aos meus filhos que passarão aos meus netos esta joaninha dentro de um coração. É das coisas mais preciosas que tenho e que terei sempre.

Tenho a vida toda pela frente, tenho um mundo para descobrir. Agora essa vida e esse mundo tornaram-se novos para mim. Amanhã será um novo dia, um novo acordar. A vida continua e com certeza que o meu avô não gostaria que não fosse assim. Para onde quer que vá, seja de que maneira escolher viver a vida, levarei para sempre até morrer um cantinho do meu coração muito especial guardado para o avô que agora me deixa. Simplesmente adoro até morrer este avô...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

To go or not to go...


To go...

But how?

That's my battle...