quinta-feira, 7 de setembro de 2017

T.

Será para sempre a nossa Piazza... A Piazza de la Signoria em Florença será sempre nossa... Lembras-te das nossas noites? Enquanto víamos italianos a explicar parvoíces sobre as estátuas a americanas bêbedas e o que nos riamos com isso? O Luigi (nome que demos à carrinha do lixo) a passar sempre à mesma hora? Enquanto comíamos gelatti uns atrás dos outros de todas as gelatarias ali à volta? Enquanto víamos os carabinieri a prender algum americano que subisse a uma estátua? Ah, noites memoráveis no verão que te conheci há 4 anos em Itália... Lembras-te?
Foram tantos os pratos que fizeste para mim que eu já “pedinchava” qual criança pequena, para me fazeres vieiras, por exemplo, e tu fazias. Nos últimos anos que vivi no norte, já se sabia que à sexta lá ia eu jantar ao Jasmim. Saía de Santa Apolónia diretamente lá para casa. Foram poucas as sextas que não fui. Quantas vezes me pedinchaste por gellati? Tantas que às vezes olhava para o telefone e dizia “Que chato com os gelados! Não se cala... É que é todos os dias!” Se eu soubesse... E quantas vezes eu cedi e fiz. Foram tantos os sabores que não experimentaste, foram tantas as promessas de novos sabores mas tu só querias de framboesa. Correste todas as gelatarias de Florença à procura de um gelatto de framboesa melhor do que o meu e de todas as vezes mandavas sempre uma fotografia e uma mensagem a dizer “o teu continua a ser o melhor”.
Lembras-te das nossas conversas pelo skype quando ainda não havia whatsapp ou então havia mas eu não tinha? Quando me ligaste do Japão, daquele hotel do filme? Aquele do “Lost in Translation”? Lembras-te? Eu de pijama na cozinha e a fazer-te companhia enquanto tu jantavas sozinho. E da ligação má quando me fizeste um tour pelo hotel. Lembras-te? Quando alugaste a casa em Budapeste e o que nos rimos nessa noite até cada um já estar deitado quase a adormecer... Lembras-te de todas as fotografias de pratos que me mandaste e eu com vontade de lamber o ecran para tentar provar alguma coisa? Prometeste que ias comigo ao Japão, prometeste que ias comigo a Madrid quando vim de lá doida o ano passado. Era para ter sido no Carnaval e eu respondi “para o ano”... Se eu soubesse... Prometemos que íamos voltar a Florença os dois para jantar no Santo Bevitore e depois irmos ver o Luigi à Piazza. Tínhamos tantos planos, tantas promessas. Tínhamos uma amizade que iria durar muitos anos. Só tinha 4 anos a nossa amizade mas parecia que eram décadas. Desde que tenho o whatsapp que eras a pessoa com quem mais falava (entretanto foste ultrapassado nestes últimos meses), mas continuas lá sendo o número 2. Não sei se tenho coragem de arquivar ou apagar as nossas conversas. Tudo terá o seu tempo. Lembras-te quando irritávamos o M. porque estávamos sentados ao lado um do outro e mandávamos mensagens mesmo assim? O que ele se irritava connosco! “Vá, continuem lá a conversar os dois! Vá, vão lá jantar os dois!” O que nos ríamos com isso...
Quando te conheci já estavas doente. Tinha sido sempre tabu isso, não soube por ti claro. Mas lentamente deixaste-me entrar nesse mundo, lentamente fui conseguindo apoiar. Lembras-te quando saías do tratamento e me ligavas “Bora aí beber um copo?”? E lá íamos os dois ao final da tarde para o jardim do Príncipe Real beber um copo. Depois deixaste de beber vinho e veio a água. Das vezes que foste operado e não me disseste nada e falavas como se não se tivesse passado nada. Lembras-te? E de repente há menos de um mês sentámo-nos num banco do jardim do Príncipe Real, a comer um gelatto claro e eu perguntei-te tudo sobre a tua doença. Tirei todas as dúvidas, perguntei por todos os pormenores. E pela primeira vez falaste abertamente sobre ela. A seguir falámos sobre o plano de ataque (já não estavas muito bem), falámos sobre o futuro e invariavelmente lá fomos nós parar a Florença de novo. Para recordar os velhos tempos lá fui eu beber um copo de vinho e tu uma garrafa de água ao café do jardim. O tempo foi passando e a hora de jantar a chegar e nenhum queria ir para casa. “Queres ir jantar? Comes tu e eu olho....” lembras-te de me teres dito isto? Fomos jantar, comeste o prato todo e eu não consegui acabar o meu. No final levei-te à porta de casa qual cavalheiro, despedimo-nos e vim para casa. “Para a semana jantamos outra vez!” Mas não jantámos e tu não voltarias a jantar fora outra vez. Foi fulminante apesar de ter sido longo. Se eu soubesse... Se eu soubesse quando te fui ver ao IPO que seria a última vez, tinha-te dado um beijo na testa, mesmo quando me esticaste a mão.  Se eu soubesse teria levado o gelado (que continua aqui à espera para te dar) para o hospital.
Se... Se... Ninguém está preparado para a perda de alguém, sobretudo quando é alguém tão próximo de nós. Desta vez a vida ou a morte foi cruel. Levou uma das pessoas mais extraordinárias que conheci. Levou alguém que ainda tinha tanto pela frente. Levou-me um amigo... Levou-me uma amizade que apesar de ter poucos anos foi tão cheia. Hoje escrevo aqui no facebook pois foi aqui que tudo começou. Tínhamos a mania de estragar todas as fotografias do M com os nossos comentários disparatados. Lembras-te? Não busco nada, publico isto para que saibam a nossa amizade. Para que aproveitem todos os amigos que têm. Para que liguem àquele que não falam há imenso tempo e que pensamos sempre “Amanhã ligo...”. Ainda não sou capaz de fazer isso, as feridas ainda precisam de sarar mas um dia se o vosso telefone tocar e virem o meu número não se admirem...

Gostava que tivessem conhecido o T., era uma pessoa fantástica... E T.? Fica prometida uma ida à nossa Piazza para ver o Luigi e comer um gelatto... Quanto ao resto das nossas histórias? Foram vividas... Quanto às outras promessas? Não serão esquecidas... O descanso chegou finalmente T. apesar de ser tão injusto... Gosto muito de ti T. e um dia vou contar aos meus filhos sobre o grande amigo que tive...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A minha essência...

Para onde foi a minha essência? Hoje pergunto-me isso. Para onde vão a essência das pessoas? Ando a ler um livro sobre o destino das almas. Todos nós temos almas, somos feitos de energia. Todos viemos ao mundo com um propósito. Sempre acreditei nisso. Sempre acreditei que há forças maiores do que nós. E hoje pergunto-me para onde terá ido a minha essência.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Ano novo, vida nova...

Vamos lá ver o que me espera este ano. Um ano acabou. Um ano cheio de mudanças, de desafios. Um ano com muitos sorrisos e muitas lágrimas também. Um ano que jurei a mim mesma não voltar a passar por situações sozinha. Cansei de chorar sozinha. Cansei de comemorar coisas sozinha. Agora estou em Lisboa. Finalmente consegui voltar e apesar de não estar a aproveitar ao máximo a minha cidade sei que estou em casa.

2016 foi um grande ano. Mesmo com alguns baixos, não deixa de ser provavelmente um dos melhores da minha vida. Terminei a minha missão no norte, voltei para Lisboa. Comecei a trabalhar num sítio novo, com pessoas novas e tive a sorte de encontrar mais uma equipa fantástica. Tirando a doida da minha diretora mas até se aguenta bem com as pessoas que me rodeiam.

Nasceram os meus sobrinhos e sobretudo a minha bolinha. Apaixonei-me completamente por ela e é a minha mais que tudo. Morro de saudades dela todos os dias e sei que haverá sempre um amor incondicional por ela. A minha bolinha, só de pensar nisso ainda fico com mais saudades.

Alguns stresses familiares mas isso já é o normal.

Que comece 2017. Que seja um ano grande também. Pelo menos até fazer 36 anos ouvi dizer que ia ser grandioso. Vá, já só faltam 3 meses. Hurry up life...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Tanto tempo passou...

Desde agosto que não escrevo. O que é muito estranho para mim pois a escrita sempre foi uma terapia para mim. Estes meses todos e nem uma linha. Estranho, muito estranho. Mas hoje deu-me para escrever. Quero lembrar de tudo o que passou desde agosto.

Em agosto foi mais uma vez um desgosto. Mais uma vez tirei os pés do chão e mais uma vez magoei-me. Mas desta vez decidi que fossem as minhas regras. Desta vez decidi que quem terminava era eu. Andei a bater mal nas semanas seguintes. Não conseguia compreender o porquê de tudo. Mais valia ter-me deixado sossegada. Não sei porque não me deixou sossegada e durante semanas pensei nisso. Mas o tempo passou...

Em setembro comecei a trabalhar. Um mundo novo, uma rotina diferente. Uma loucura no início mas que durou até hoje. Conheci pessoas especiais que tenho a certeza que vão ficar amigas. Ambiente de trabalho espectacular. Tive sorte, tive tanta sorte nisto. Claro que a boss deve ser bipolar e houve dias que não foram fáceis.

Os meses passaram. E ainda faltava qualquer coisa. Comecei a andar, a fazer caminhadas. E descobri que chegar à Torre de Belém fazia-me um bem enorme. Sentia-me renascida e ressaco disso agora. Sexta vou andar, dê lá por onde der. Quem diria que eu ia andar 10 km assim sem mais nem menos. Mais uma forma de terapia para mim.

Parece que preciso sempre de andar em terapia mas não preciso. São momentos que encontro só para mim. Eu e os meus pensamentos. Preciso disso. Para pôr a cabeça no lugar. Para deixar que os sonhos invadam novamente. Ainda não perdi a esperança...

Os meses passaram em Lisboa, continuava a sentir-me uma emigrante em Lisboa. Lentamente a rotina vai-se instalando. Os jantares a meio da semana vão ajudando. Ainda ontem tive jantar de Natal do grupo do liceu. Incrível como passam quase 20 anos e parece que o tempo não passa assim tanto. Soube tão bem, saber que a meio da semana posso ir ao cabeleireiro, posso ir jantar fora com amigas de longa data. Cada vez sinto-me menos emigrante em Lisboa. Começo a habituar-me a isto. Apesar de ter havido um mês que me refugiei em casa, que não queria ver ninguém ao fim-de-semana. Que queria apenas esquecer o mundo lá fora e refugiar-me na minha bolha. Claro que sempre que faço isto quase que dou em louca. Antigamente estava a 300km de distância. Hoje não tenho essa desculpa.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Noites mal dormidas...

Não estou a aguentar mais estas noites mal dormidas. A cabeça anda a mil, não tem sossego um segundo e de noite não me deixa dormir. Se não acordo é porque sonho. Nunca ninguém me tirou tantas horas de sono como tu. Incrível. Talvez por chegar a esta idade e achar que estas coisas já não nos acontecem. Talvez porque sonhe demais. Talvez porque dei demasiadas expectativas e esperanças a isto. Mas bolas, tu não me deixavas em paz. Mandavas sempre sinais de vida.

Preciso urgentemente de sair de Lisboa. Preciso urgentemente de espairecer e ter companhia constantemente para a cabeça não pensar tanto.

Acho que hoje peço um comprimido para dormir e durmo a noite toda. Preciso mesmo de dormir uma noite seguida. Estou a desesperar por um sono descansado.

E agora mais uma vez toca a fechar o coração a sete chaves. Mais uma vez toca a construir os muros.

Mas será que eu não aprendo?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Se eu soubesse o que sei hoje...

Não me tinha metido na mesma embrulhada novamente...

Mas tu não aprendes Maria. Achas que podes mudar o mundo... Achas que podes fazer tudo... Achas que as pessoas até podem mudar...

Não esperei nada desta vez e também não tive nada em troca... Olha que merda também...

O conselho foi começar com uma folha limpa e ir acrescentando coisas. Mas bolas! Quando quase não se acrescenta nada...

domingo, 29 de maio de 2016

Uma década...

Não queria pensar nesta data mas não deixo de pensar nela há dias...

Passou uma década desde que começámos a namorar e nem acredito no tempo que passou. Já foi há dez anos que fomos à praia de Carcavelos? Parece que foi ontem e parece que foi noutra vida. Tanta coisa aconteceu nestes últimos dez anos. Tantos altos e baixos. Perdi e ganhei pessoas. Passei pela morte do meu avô, pelas doenças da minha mãe. Hoje passo pela doença de Alzheimer da minha avó. Passámos por um casamento e por um divórcio. Passámos por muitas lágrimas e desilusões.

Passou uma década, neste preciso dia... E olhando para trás não consigo dizer o que faria de modo diferente. Custa-me fazer esse exercício ainda hoje. Não quero voltar atrás no tempo, não quero retomar as coisas. São as cicatrizes do passado que não desaparecem, são as memórias que foram construídas que estão cá.

O caminho está à minha frente, cheia de força para o enfrentar mas de vez em quando olho para trás, não resisto. Afinal foi há dez anos que começou uma história que duraria sete anos. É uma coisa que marca invariavelmente.

sábado, 28 de maio de 2016

Uma mão cheia...



É verdade, já só falta uma mão cheia de semanas para o meu regresso. A casa está quase toda empacotada. Ainda falta um bom bocado mas já parece uma casa em mudanças. Ainda nem acredito que está a ficar tão próximo. 

Mas existem os medos claro. De como me vou habituar a novas rotinas, conhecer novas pessoas no trabalho. Onde e como será a minha casa. Se terei tempo para tudo, se terei dinheiro para sobreviver. Como será a minha nova vida? Sinto-me como uma emigrante que retorna a casa depois de anos longe. Posso mesmo considerar-me uma emigrante mesmo nunca tendo saído do país. Será a primeira vez que vou viver sozinha em Lisboa e isso assusta um pouco...

Já pensei em criar outro blog com o título "A vida de uma emigrante que retorna a casa"... Vamos ver as aventuras que me esperam...

terça-feira, 17 de maio de 2016

Passou um mês e faltam 7 semanas...

Muita coisa aconteceu neste último mês. No dia 13 de abril nasceu a coisa mais perfeita do mundo. A minha Tejinha nasceu saudável e linda. Tive 3 dias angustiantes sem ver a cara dela, sem a conhecer e depois foi amor à primeira vista. Não há palavras para descrever o tamanho do meu sorriso, o tamanho do meu coração. Não há palavras para descrever este amor de tia...

Foram os dias da música no CCB e foi muito divertido. Mais um ano, apesar de não ter visto muitos concertos pois os meus sobrinhos eram mais importantes.

Há 3 fins de semana que fiquei cá em cima. Sempre a contar o tempo que faltava, sempre a descontar as semanas. Agora passei a contar semanas, além de ficar mais fácil torna-se mais palpável. Afinal já só faltam 6 semanas para a minha mudança e 7 para me ir embora. Ainda nem acredito que vou finalmente regressar a Lisboa depois de quase 6 anos. Ainda parece um sonho mas que neste momento está logo ali.

Faltam 7 semanas e já comecei a empacotar a casa. Nem acredito no avanço que já dei. Tenho vontade todos os dias de fazer caixotes apesar de ainda faltar algum tempo. Mas estou cheia de energia para o fazer. Já deitei quilos e quilos de coisas para o lixo. Já dei cerca de uns 12 sacos com roupa, já deitei toneladas de papel fora, já deitei a arca dos meus brinquedos para o lixo, já deitei a mini árvore de Natal para o lixo. Já arrumei metade das estantes e já esvaziei praticamente a arrecadação toda. Estou com bicho carpinteiro e só me apetece continuar a arrumar coisas. Apetece-me tirar os cortinados das janelas. Arrumar as roupas. Terminar as estantes. Provavelmente só faltam mais 2 semanas de explicações, esta e a próxima e já posso arrumar a sala completamente.

Já não pretendo fazer jantares cá em casa. Já não pretendo receber ninguém. Agora só penso nos jantares em Lisboa. Todos os dias vou ver os sites de casas para alugar. Chega à noite e só penso em quando são horas para dormir para o tempo passar mais depressa. Vai começar a maratona com as semanas cheias de coisas e mal posso esperar por isso.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Não consigo concentrar-me em nada...

Provavelmente neste momento a minha sobrinha já nasceu. Ainda nem acredito que o meu irmão Francisco é pai. Ainda é tudo tão surreal. Estou cá em cima sozinha mais uma vez. Mais uma vez sinto-me impotente e sem poder estar ao lado dos meus. Isto custa tanto que ninguém imagina. Mas é a última vez que acontece. Nunca mais terei que passar por isto. Ontem à noite enquanto via televisão sem prestar muita atenção ao que estava a dar recebi o email com a confirmação que vou voltar para Lisboa. Ainda nem estou em mim com isso. Ainda nem acredito na minha sorte.

E neste momento apenas me resta esperar aqui em casa sozinha. À espera de uma mensagem, à espera de uma notícia. À espera de saber que a minha sobrinha é linda e forte. Não paro de chorar há uma hora. Não consigo parar de soluçar. É tão difícil mesmo sabendo que é a última vez que passo por isto. Gostava tanto de lá estar, de poder abraçar e chorar com toda a gente.

Sou tão abençoada neste momento. Sou tão feliz. E no entanto o tempo não passa e não corre. Os minutos estão intermináveis nesta última hora. Sempre que olho para o relógio nem um minuto passou. Só me resta escrever para ver se o tempo passa rápido.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ainda estou em estado de choque...



Ainda nem acredito... Ainda estou a assimilar o que aconteceu... Ainda não acredito que a minha vida tenha mudado no espaço de hora e meia. Tenho vontade de gritar ao mundo... Tenho vontade de saltar de felicidade... Tenho vontade de rir e sorrir que nem uma desalmada... Sinto-me tão leve que ninguém imagina... Sinto que ando a flutuar desde sábado...

VOU VOLTAR PARA LISBOAAAAAA!!!! HAHAHAHAHAHAH! Estou em êxtase! Estou em pulgas! Estou tão feliz que ninguém imagina. Ainda não consigo assimilar tudo! Ainda não consigo entender a sorte que tive. É tempo de ser feliz. É tempo de voar. É tempo de sonhar. É tempo de fazer planos.

ARRANJEI EMPREGO EM LISBOA!!! UAAAAAAUUUUUU!!! YEEESSSS!!!!! IUPIIIIII!!! AHAHAHAHAHAH!

Já sabia que os meus 35 anos iriam ser extraordinários, só nunca pensei que iria começar aos 35 anos e 1 dia...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Happy Birthday


Parabéns a mim e parabéns ao blog mais uma vez! Desta vez eu faço 35 anos e o blog faz 3 anos... Incrível como tanta coisa aconteceu nestes 3 anos. Quantas vezes já estive em baixo e quantas vezes já estive em altas. Em 3 anos quantas vezes já me apaixonei e quantas vezes já me desiludi. O tempo passa e voa e é incrível como a vida dá tantas voltas.

Há 4 meses começava a terapia das constelações. Há 4 meses comecei a equilibrar-me mais. A ficar mais em paz, a acreditar no futuro, a ter expectativas do tamanho dos meus sonhos. A ter os pés no chão. Em 4 meses eu mudei muito a minha maneira de ser. Tornei-me mais calma, mais ponderada, mais feliz com o que tinha. Mais optimista, mais feliz, mais descansada. Há um mês fiquei a saber que além dos meus 35 anos ser um ano de mudança também seriam muito pacíficos e tranquilos.

Escrevo isto na segunda, apesar de colocar a data de 8 de abril que precisa sempre de ser assinalada. Escrevo como se não soubesse o que iria acontecer no dia seguinte. Mas não sei se consigo...

Parabéns a mim e parabéns ao meu blog. As lágrimas de felicidade foram muitas. Da maneira como os meus 35 anos começaram vai mesmo ser um ano fantástico!

terça-feira, 5 de abril de 2016

One step closer...


Hoje falei com o little boss. Disse que ia-me embora um mês mais cedo. Disse que não ia ficar o mês de julho a olhar para o teto enquanto a vida corria em Lisboa. Hoje respirei fundo, enchi o peito e entrei no gabinete sabendo que estava a fazer a coisa certa. Falei em sonhos, desejos e projetos. Disse que não ia dar mais tempo a esta terra. Que dei quase 6 anos da minha vida e que o tempo tinha chegado ao fim. Tentei ser feliz no Porto, ninguém pode dizer o contrário. A vida aqui teve um preço muito alto. Foram muitas coisas perdidas e a principal foi um casamento. A única coisa que abdico é do ordenado de agosto e mais nada. O que ganho? Uma infinidade de possibilidades...

Nunca estarei verdadeiramente preparada provavelmente, mas se continuo à espera como fiz até agora nada vai mudar. Está na altura da reviravolta. Está na altura de mudar... Está na altura de arriscar e deitar tudo para o alto. Com ou sem trabalho vou voltar para Lisboa. Vou abdicar da minha casa grande com vista para o mar por uma casa provavelmente um terço desta e a renda o dobro. Vou abdicar da efetividade e do conforto de ninguém me poder mandar embora para começar do zero noutro lado.

Não quero saber... Vou...

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Gosto disso...


...apesar de às vezes a queda ser grande...

domingo, 3 de abril de 2016

Really?


Era mesmo preciso uma mensagem? Era mesmo necessário dizer-me que está tudo a correr bem com os sobrinhos? Havia realmente necessidade a um sábado à noite dar sinais de vida?

...não me parece...

...mas também não vou responder hoje...

sábado, 2 de abril de 2016

3 meses...


Tão bom estar a pensar durante uma semana que faltam 3 meses e 1 semana e depois reparar que afinal não. Afinal são apenas 3 meses...

De hoje a 3 meses já estarei em Lisboa. Não sei como e onde mas estarei...

I'll be very wise...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Não havia necessidade...


... mas acabei por receber mais uma mensagem tua... Arrghhhhh... E não resisti a responder... Espero que não haja mais... Arrrrgghhhhhh...

Tenho que curar isto! Não havia necessidade...

És complicado demais e não quero...

domingo, 27 de março de 2016

Ontem não aguentei...


Ontem não aguentei e mandei-te uma mensagem... Foi uma luta interior entre o que devia fazer e o que não devia fazer. Mas como te disse na mensagem estou em fase de encerrar capítulos da minha vida. Claro que a resposta à minha mensagem não poderia ser outra coisa senão frieza. A distância não me parece que seja a desculpa da frieza. Mas tudo bem...

Ontem não aguentei e precisei mesmo de fechar este capítulo. E agora está fechado de vez. Quero entrar nos meus 35 anos completamente livre do coração. E assim só me ajudaste a entrar. Obrigada pela frieza pois assim percebo que correr atrás de ti será uma coisa que nunca farei.

Daqui a 3 meses e uma semana estarei de volta a Lisboa e aí a distância deixou de ser problema. Mas serão 3 meses e uma semana que irei esquecer-te. Esperei demais quando não havia nada para oferecer e cada vez sinto mais que se calhar andei a perder o meu tempo.

És complicado demais para mim. És parvo demais também.

E no próximo ano terei a sorte de encontrar alguém que me mereça, alguém que corra atrás de mim.

Ontem não aguentei e mandei-te uma mensagem... Mas a minha paz e a minha tranquilidade não foram assim tão abaladas. Estou pronta para novos desafios e o passado fica fechado de vez...