segunda-feira, 27 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O meu mar


A auto-estrada estava caótica como sempre. Pessoas em desespero para chegar a casa mais rápido, as luzes são deixadas lá trás e por pouco não há acidentes graves, apenas os habituais. Fim de tarde e chego à praia. Aquela praia que tanto gosto onde a terra ali ao lado é o ponto mais ocidental da Europa. Não tem ninguém, apenas se ouve a música do mar, as ondas batendo lentamente na areia como a cumprimentá-la. Sento-me na areia ainda quente pelo sol que resolveu aparecer desde há muitos dias, e pela primeira vez de há muito tempo sinto-me aconchegada com este calor. Ouço o que o mar tem para me dizer, é a única coisa que me acalma e me ajuda a pensar. A sua melodia, bate uma onda e depois a outra, mas se repararem bem nele vão descobrir que ele nunca bate da mesma maneira, que o som é sempre diferente. Ele é o meu Deus, é o que me dá paz interior e os melhores conselhos. Como é que as pessoas vão à praia e não se apercebem do seu imenso poder? Tem o poder do mundo, sem ele não havia vida, por isso é a ele que eu agradeço por me ter dado a oportunidade única de viver. Para mim o mar é tudo e todos e não é ninguém. É simplesmente a origem da vida...

Eu sou um pouco de mar, toda as pessoas conhecem-me mas não sabem os mundos e os mistérios que habitam dentro de mim. A vida e tudo o que ela tem de bom e mau está dentro dele assim como em mim. Era preciso uma vida inteira para conhecer o mar e essa vida precisaria de séculos e milénios, era preciso uma vida inteira para me conhecer, mas não são necessários séculos e milénios para descobrir os mundos e os mistérios que aqui habitam.

Nas alturas más é a ele que eu peço forças, apesar de não vir muitas vezes aqui, ele habita dentro de mim e vem sempre que eu preciso de ajuda. Sem ele não sou ninguém, não sou nada, nem sequer sou pó. Nestas alturas rodeio-me de coisas que me façam lembrar que o mar existe, tento sentir um pouco do seu cheiro apesar de estar longe. Fecho os olhos e imagino-me de volta a este sítio onde estou sentada, do que me rodeia, daquilo que penso e que sinto ao ver e ouvir o mar ali à frente.

Mas apesar de ter aqui o mundo na palma da minha mão sinto-me só. De que vale ter o mundo se não temos ninguém com quem partilhar? De que vale ter o mar se não há ninguém para amá-lo como eu? De que vale ter o paraíso se ninguém acredita nele?

Com todas estas incertezas, dúvidas, tristezas lanço-me ao mar. Dou um mergulho e ele faz com que eu me sinta viva por dentro e por fora, mas também acontece o oposto, sinto também como seria maravilhoso morrer aqui e agora junto do meu Deus. De olhos e sentidos bem abertos ouço o silêncio que existe lá em baixo, da paz que me percorre a alma, o coração e o corpo. Seria uma morte bela esta. Mas ele não quer que eu morra, empurra-me para a beira-mar e fala-me da coisa mais importante da vida que é a própria vida, diz-me que as coisas más são para me tornar mais forte e para aprender com elas. Que tudo tem um propósito mesmo que não pareça, que é preciso continuar a sentir e a viver. Que enquanto a esperança existir existe também a vida. Que mais vale viver do que sobreviver. E é aí nesse mesmo instante que eu torno-me mais forte, que quero viver cada dia como se fosse o último. Não pensar no amanhã e sim no hoje.

Saio da água, e vou de novo para a areia seca, mas desta vez sou eu quem aquece a areia. E enquanto me seco olho para o meu Deus e penso que sou a pessoa mais sortuda do mundo pois tenho o mar para me proteger. As gotas de água caem pela minha cara, são salgadas mas não sei distinguir entre as lágrimas do mar das minhas. Entrei triste e amargurada e saí feliz e com esperança. Abraço-me a mim mesma porque acima de tudo tenho que gostar de mim mesma e sinto-me aconchegada com os meus braços à minha volta. Preparo-me para me levantar lentamente para não magoar a areia.

E é nesta altura que me venho embora e olho apenas uma vez para trás, é o suficiente para aprender com o passado e enquanto olho para o mar e ouço a sua música sei que estou preparada para olhar em frente e viver uma vez mais o dia de amanhã.

Julho de 2002 e 2006

quarta-feira, 8 de abril de 2015

34 anos...


Há dois anos que comecei este blog. O tempo voa e o tempo passa... Criei este espaço para mim, para recordar as vivências e as memórias. Para recordar as coisas boas e também as más. Já chorei a escrever e já sorri a escrever. Já expulsei fantasmas e já os guardei.

Há dois anos que criei este meu espaço. As coisas simples da vida. As coisas simples de mim...

Vejo-me ultimamente com uma ânsia de voltar a escrever. De voltar a pôr tudo cá para fora. Vejo-me presa ao tempo que teima em voar. Preciso de voar, preciso de criar novas coisas. Sinto-me presa a um tempo que passa a correr, sinto-me presa a um espaço que adoro.

Parabéns para mim e parabéns ao meu blog. E o tempo voa e o tempo passa e invariavelmente olho para trás e vejo tudo o que conquistei e não me sinto bem com isso, não me sinto realizada. Preciso de voar como o tempo, preciso de voar em direção àquela meta.

Olho para trás no tempo e revejo-me há dez anos atrás. Quando tinha 24 anos e pensava que tinha o mundo pela frente. Imaginava-me como seria daí a dez anos. Passaram dez anos e não estou sequer perto da vida que imaginei. E por isso decidi que a minha vida precisa de uma grande volta. Preciso de voltar aos meus, preciso de voltar à minha cidade. Preciso de fazer coisas novas, de ultrapassar obstáculos, preciso de pensar em mim, nos objetivos que tinha e o que me faltou fazer.

Parabéns para mim e parabéns ao meu blog. E o tempo voa e o tempo passa...

Só não podem passar mais dez anos ou dois anos...

sábado, 4 de abril de 2015

sábado, 28 de março de 2015

Lentamente...


... vai-se desconstruindo a muralha.

terça-feira, 24 de março de 2015

sábado, 21 de março de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

Someone lost a letter...


Houve um dia que passeava por uns jardins, estava um dia muito bonito, daqueles que não faz frio nem calor, o sol brilhava no céu azul. Andava a passear por esse jardim sozinha embrenhada com os meus pensamentos, é sempre a melhor terapia que encontro quando o stress de viver numa cidade agitada torna-se demasiado insuportável. Fugir da cidade e ir para um sítio qualquer onde não hajam pessoas, carros, barulho, poluição. Ar fresco para a cara, ar fresco para os pulmões, ar fresco para a alma. No último destes passeios decidi escolher um local onde a história reina. Onde há muralhas, palácios e jardins secretos para desvendar. Andava perdida por esses jardins encantados e imaginar como tinha sido a vida das pessoas que ali viveram, que mistérios, sonhos, histórias de amor teriam acontecido ali. E foi numa dessas muitas ruínas que vi um papel branco abandonado. Estava num local de difícil acesso mas intrigou-me porque estaria ali um papel abandonado. Naquele segundo a curiosidade falou mais alto e dei por mim a ir buscar o papel. Com muito cuidado para não cair pois a altura era equivalente a 9 andares, pondo as mãos e os pés em pequenas fendas lá consegui apanhar o papel e voltar para um lugar seguro. Abri o papel e vi que tinha uma escrita antiga, que era uma carta. Mas não poderia ler ali, precisava de um sítio especial pensei eu. Fui à procura de um banco de jardim no meio de flores. Sentei-me e comecei a ler o papel.

Meu amor,
Há muito tempo que parti é certo. Foram há meses mas parece uma vida inteira. A vida aqui não tem sido fácil. Temos pouca comida, a chuva não pára há semanas e as saudades de ti aperta a cada dia que passa. Ainda não levei nenhum tiro e não tenho nenhum arranhão, sei o quanto isso te preocupa. Por vezes penso em como seria bom levar um tiro numa perna e ficar inválido, era da maneira que estaria contigo mais cedo do que o previsto. Como em todas as guerras, esta não tem fim à vista e parece-me que não acaba nos próximos meses. O nosso filho já nasceu e eu nunca lhe vi a cara. É parecido com quem? Espero que tenha os olhos da mãe. São vocês a minha esperança, a minha força de continuar dia após dia aqui e não desistir. Ontem o meu melhor amigo morreu a caminho de casa, estava inválido e deram-lhe a licença para ir para casa mas houve uma emboscada e nenhum sobreviveu. Malditos estes homens que não deixam ninguém vivo e matam indiscreminadamente. Fiquei sem ele e o desespero tem sido grande, há momentos que acho que vou explodir de tristeza. As noites não têm sido boas companheiras e choro todos os dias como um bébé, só a ti posso dizer isto, só a ti posso mostrar a minha fraqueza e desabafar. É a tua imagem que vem aos meus sonhos todos os dias dar-me a força para acordar de manhã. Lembras-te quando éramos ainda crianças e íamos pescar na casa que agora é a nossa? E daquela vez que eu desequilibrei-me e caí dentro de água? Um sorriso, um simples sorriso habita agora na minha cara ao pensar nesses dias e em como eras bonita na altura e ainda és mais agora. Como estas saudades apertam meu Deus. Como tem sido difícil isto tudo. Mas não te quero pôr triste, longe de mim fazer isso, és a pessoa mais importante da minha vida e o nosso filho é a prova do nosso amor. Espero que ao leres estas linhas agora tenhas aquele sorriso que tanto gosto e que não estejas a chorar. Amanhã escreverei mais uma carta, como o fiz até agora e vou continuar a fazer até ao meu regresso, já que não podemos estar juntos ao menos tens as minhas palavras todos os dias. Espero voltar em breve.
Da pessoa que mais te ama neste mundo,
Manuel

Acabo de ler esta carta e dou por mim banhada em lágrimas. Quem terão sido estas pessoas? O que terá acontecido a este amor? Será que voltaram a estar juntos? Que guerra terá sido? Estas e muitas outras perguntas vêm à minha cabeça. Sinto-me tentada em descobrir a história deles e ponho mãos à obra sem saber o que me esperava. Não seria uma história feliz nem tão pouco uma triste. Seria uma história de mistérios e de fantasmas, mas precisei de o fazer. Foi através desta carta que a minha vida mudou radicalmente. Foi por uma simples curiosidade humana que acabei por conhecer estas pessoas de outrora, que acabei por me conhecer...

P.S. - Continua no próximo capítulo desta ficção. Quando tiver estas epifanias (já decorei o significado que teimava em desaparecer da cabeça!).

Março de 2006

domingo, 15 de março de 2015

A minha árvore preferida do jardim

Esta é a minha árvore preferida do meu jardim. É também um quadro de Van Gogh e também tive que comprar o poster. É um pedaço de papel, não é pintado mas não quero saber. A intenção é que conta.

Adoro esta árvore porque é a única que tem flores. Uma amendoeira encontra-se no meio do jardim e hoje subi a ela. O tronco representa a força, as flores brancas representam a paz. São poucas as vezes que subo a esta árvore. Só mesmo em alturas especiais. E hoje foi uma delas. Decidi sentar-me no ramo mais grosso. Pés esticados e costas contra o tronco olhei cá para baixo. Precisava de me elevar acima de todas as coisas. Precisava de olhar cá para baixo e ver as formiguinhas que passavam.

Há coisas que me deixam mal, há fantasmas que não me largam e por vezes subir à árvore é a melhor coisa que faço. É o meu refúgio, é o meu canto. Por vezes tenho vontade de desaparecer deste mundo por uns dias e como não posso, nem é possível que tal aconteça, refugio-me em cima da árvore. É para ela que olho quando desvio os olhos das pessoas. É para ela que olho enquanto passeio por algum sítio. Não estou no mundo da Lua, estou simplesmente a olhar para ela. E perco-me, e encontro-me nela. E faço perguntas mas não oiço respostas. E faz-me perguntas e não sei responder.

Mas numa coisa estamos ambas de acordo. A vida não é justa. A vida não é simples. Ter uma vida banal e normal é coisa que nunca terei. Nunca saberei experimentar isso. Coisas fúteis e banais nunca me preocupei. E por ter tido uma vida extraordinária nunca conseguirei ter a paz de que tanto procuro. Não poderia ter, apenas posso sonhar. Mas enganem-se aqueles que pensam que a vida extraordinária que tive foi boa. Não, não foi. Passei por muito mas isso fica para mim...

Sou um pássaro com as asas partidas que deambula por aí. Já voei e já caí, e neste momento com as asas ligadas trepo a custo para cima da árvore. E a única coisa que conforta o eu, pássaro é o eu, pessoa. Mas não sei voar. Não consigo voar. Tenho ajuda para o fazer, sei que tenho. Mas sou um pássaro livre que precisa de encontrar o seu caminho e propósito. E com o tempo as asas vão-se curar e vou conseguir voar outra vez. A esperança é a última a morrer, tem que ser. De que vale viver se não acreditarmos que um dia tudo se resolverá?

Dezembro de 2005

segunda-feira, 9 de março de 2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não estou sozinha...


... mas nestes últimos são mais as vezes que me senti assim do que ao contrário. Acho que me tornei numa eremita. E o problema é que me habituei a isso e gosto de estar assim. Gosto de partilhar, gosto de viver momentos  com as pessoas. Mas gosto tanto da minha solidão que às vezes é assustador. Às vezes dou por mim a desejar estar sozinha, sem que o telefone toque, sem que tenha que fazer algum programa.

Às vezes simplesmente adoro estar como se está nesta imagem...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Um dia...

Gostava de ser o número 1 numa lista...

Até hoje nunca fui... Talvez um dia...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ontem morri...

Ontem decidi morrer. Não me sentia bem. Estava demasiado triste para suportar a vida. A vida tinha sido demasiado injusta e num dia eu fui-me abaixo. Talvez tenha sido a explosão de um acumular de coisas tristes. Tinha percebido que a vida simplesmente não era justa e por mais que tentasse amá-la, vivê-la, ela puxava o tapete. Decidi que não iria levar a melhor. E que estava farta das partidas dela. Ontem morri...


Decidi ter uma morte bela. Uma morte como eu queria. Aproveitei o facto de ficar sozinha para tentar organizar a vida que deixava para trás. Um testamento feito com as poucas coisas que tenho mas que são importantes. Cada coisa tinha o seu destino. E decidi dar tudo. Afinal não precisava de coisas materiais para onde ia. A única coisa que precisava naquele momento era paz. E nenhuma coisa material me dava isso. Ontem morri...


Calmamente fui à casa-de-banho, enchi a banheira de água. Sem qualquer pinga de água fria. Pois o efeito não seria o mesmo e a morte não era bela. Enquanto a água corria fui escolher a minha melhor roupa. Queria ser encontrada com um ar sereno e com a minha roupa preferida. Troquei de roupa muito calmamente. Não havia pressa. Para onde ia o tempo não importava. Ontem morri...


A música também tinha que ser escolhida a dedo. Bandas sonoras que atravessaram a minha vida. Que trazem recordações, pessoas, momentos. Tinha que ser uma música especial. Quem me encontrasse tinha que ficar maravilhado com o cenário e não chocado. Tinha que sonhar onde eu estaria e não olhar simplesmente para um corpo sem vida. Ontem morri...


Depois de tudo estar pronto, entrei na banheira calmamente. A água estava a ferver e evaporava-se a uma velocidade louca. Na casa-de-banho já existia uma bruma. Não humidade no ar pois estragaria o efeito do cenário, do sonho, do encantamento. Deitei-me lentamente. A banheira tinha aumentado de repente. As minhas pernas conseguiam ficar esticadas. Obrigada por este gesto encantado. Ontem morri...


Não senti dor. A pele queimava. O calor seria insuportável para qualquer pessoa. Mas não para mim. Era um calor apaziguante, ternurento. Eu era especial e merecia uma morte bela. Não podia ser de maneira diferente, banal. Pus a cabeça dentro de água. Fechei os olhos para o mundo. Para a vida. E com um sorriso gigantesco na cara deixei-me ir. Não senti dor, não senti medo, não senti nada de mau. Senti a paz a percorrer-me o corpo. Lentamente dos pés à cabeça. Não poderia ser de outra forma. Não podia começar pela cabeça pois deixaria de ser uma morte bela. Não me lembro quando o cérebro finalmente desligou-se. Quando o coração deixou de bater. Apenas a paz e os sonhos perduraram. Ontem morri... E foi a morte mais bela que alguma vez vi. E consegui dar eu um murro à vida. Passei-lhe a perna e nem deu por isso. E ontem sem mais nem menos eu morri...

Dezembro de 2005

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Depois das conversas com a minha mãe...


Eu devia falar mais...


Tenho que voltar a falar. Tenho que voltar a aprender a falar e a desabafar. Existem cicatrizes e marcas que a vida nos deixa e nem damos conta delas. Com tudo o que aconteceu nestes últimos meses percebi que desde que vim viver para longe que fui criando as minhas defesas, que fui criando a minha solidão. Começo a perceber que o processo todo que fiz para poupar os que mais gostava agora é uma barreira, uma muralha neste momento. Aprendi a sofrer em silêncio, aprendi a fechar-me e a isolar-me do mundo e percebo que já sou profissional nisso. É mais fácil assim apesar de não ser o mais correto (talvez).

Para mim sempre foi mais fácil escrever do que falar tudo o que vai cá dentro. Na altura que tinha um blog que toda a gente conhecia as pessoas mais próximas ficavam a saber o que me ia na alma. Aquele telefonema há muitos anos atrás do meu pai quando leu pela primeira vez o meu blog nunca mais esqueci. As lágrimas que ouvi do outro lado do telefone e a frase "finalmente conheço a minha filha no seu todo e o ser extraordinário que és". Ainda hoje essa lembrança me arrepia. A palavra escrita sempre foi muito mais fácil para mim. Tantas cartas escrevi, tantos emails enviei. Tantas palavras escritas espelharam a minha alma. Aprender a fazer isso mas com voz não será um processo fácil...

Eu tentei uma vez. Tentei falar e conversar. Percebi a importância da comunicação e tentei por tudo para que não faltasse comunicação. Aprendi que comunicar é a base e tentei pôr em prática. Foi um esforço passar da palavra escrita para a falada. Não ganhei nada com isso, não resultou a comunicação mas não foi por falha minha.

E agora ando a falhar... Ando a falhar naquilo que lutei durante anos, não foram assim tantos mas parece que foram muitos. Ando a falhar e não me sinto orgulhosa disso. Agora sou eu com falta de comunicação, agora sou eu que não falo...

Ando a tentar... Mas depois penso "Mas daqui a nada estou sozinha outra vez aqui, daqui a nada quero falar e volta tudo ao mesmo. Nada muda. Ficará a preocupação no ar quando posso evitar isso ficando calada."

PORRA!!! Mas porque é que eu vivo longe? Isto anda a atormentar-me...

domingo, 8 de fevereiro de 2015